POLÍTICA

Família recebe o corpo para velório em urna lacrada e sem roupas

A reportagem do Jornal da Manhã foi procurada por familiares de J.C.B.R., 48 anos, que morreu na madrugada de ontem (14)

Thassiana Macedo
Publicado em 15/01/2013 às 23:33Atualizado em 19/12/2022 às 15:18
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A reportagem do Jornal da Manhã foi procurada por familiares de J.C.B.R., 48 anos, que morreu na madrugada desta segunda-feira (14) no Hospital de Clínicas da UFTM, e reclamam ter recebido o corpo para o velório dentro de urna lacrada e sem roupas. O corpo chegou à capela do cemitério São João Batista por volta de 13h, entregue pela funerária Irmãos Pagliaro, empresa contratada para o serviço.

De acordo com uma sobrinha de J.C., Patrícia Roberto, o tio era diabético e trabalhava quando começou a sentir-se mal, ocasião em que foi encaminhado à UPA Parque do Mirante. Ela conta que J.C. foi internado após apresentar febre e dor nas pernas, sendo que na UPA o caso piorou. Houve falha no coração e ele precisou da ajuda de aparelhos para respirar, sendo transferido para o Hospital de Clínicas, segundo Patrícia, sem informar à família. “No hospital, os médicos disseram que não iam dar esperança, porque o caso era grave, mas não sabiam se era hantavirose, leptospirose ou dengue hemorrágica. Depois ele morreu, levaram-no para o IML, o entregaram para a funerária, lacraram o caixão e até agora não sabemos o que teve. Na capela, quando brigamos para que abrissem o caixão, porque queríamos dar a última olhada, é que ficamos sabendo que ele estava sem roupas e enrolado dentro de um saco”, desabafa a sobrinha.

Patrícia afirma que a empresa ofereceu levar o caixão novamente à funerária para a colocação da roupa e de tampa com abertura de vidro, mas a família não permitiu. A Polícia Militar foi chamada e fez boletim de ocorrência, sendo que a funerária abriu o caixão ainda na capela para colocar as roupas e trocar a tampa.

“A família não tinha o atestado de óbito, então a empresa procurou o Hospital Escola. Lá, a atendente não permitiu que os funcionários colocassem a mão no corpo e disse que era para colocarmos na urna sem colocar a mão, porque havia suspeita de doença contagiosa. É suspeita, não há confirmação, mas no IML o médico-legista o examinou, deu a declaração de óbito e ele mesmo quebrou as chavetas da urna, mandando lacrarmos as demais. A empresa fez e levou a urna para a capela, mas a família começou a suspeitar”, explica Gilmar Aparecido Silva, representante da funerária Irmãos Pagliaro, procurado pelo JM.

Com a confecção do boletim de ocorrência, a empresa atendeu ao pedido dos familiares e fez a troca da tampa, mesmo desrespeitando as ordens do médico-legista, que orientou a permanência do corpo em urna lacrada.

O Hospital de Clínicas foi procurado para esclarecer sobre o fato, mas o assessor de imprensa, que atende somente no período da manhã, afirmou que poderia repassar informações somente hoje.

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