FCU prepara campanha educativa para ampliar o número de projetos apresentados à Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Fundação Cultural prepara campanha educativa para ampliar o número de projetos apresentados à Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Leic). A proposta é realizar reuniões periódicas e elaborar cartilhas para orientar os empresários quanto ao uso da renúncia fiscal para financiamento de ações no setor.
A presidente da FCU, Sumayra de Oliveira (PCdoB), avalia que a redução das propostas enviadas para concorrer à Lei Estadual de Incentivo é a cultura dos empresários uberabenses. Segundo ela, a legislação é comum para as grandes empresas, mas estas dificilmente patrocinam projetos locais porque têm programações nacionais a cumprir. Já as empresas de porte médio, em geral, investem em ações próprias de responsabilidade social e acabam não adotando iniciativas externas. Em contrapartida, os pequenos empresários não têm o costume de trabalhar com a dedução de impostos. Por isso, o objetivo é dar mais divulgação às alternativas existentes.
Conforme Sumayra, a expectativa é lançar em março uma campanha educativa para mudar essa realidade. A mobilização será comandada pelo diretor de relações institucionais, Carlos Godoy (PTB), que criará uma agenda periódica de reuniões e visitas para conscientizar os empresários locais sobre não apenas quanto à Lei Estadual, quanto também à Lei Municipal de Incentivo à Cultura e à Lei Rouanet. Além disso, será elaborada uma cartilha informativa para distribuir nas empresas e explicar sobre como funciona o processo de captação de recursos.
Em paralelo, a presidente da Fundação conta que está sendo discutido um novo organograma para o órgão, que atua com uma estrutura deficitária. Na reforma administrativa, ela prevê uma reformulação da seção de programas e captação de recursos para dar suporte técnico aos artistas interessados em concorrer às verbas estaduais e federais. Hoje o departamento possui apenas uma funcionária e a proposta é aumentar o quadro de recursos humanos para assessorar os idealizadores de projetos. “Temos que ajudar os artistas a formalizarem suas propostas e criar condições para conseguir outras fontes de recursos. Esse é um mecanismo que nos desonera financeiramente”, disse, lembrando das dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura agora no início de 2013.