POLÍTICA

Governador de Minas é contra abertura de impeachment e pede bom senso a deputados

Fernando Pimentel lembra que, ainda que o julgamento seja político, ele é regido por normas constitucionais

Gisele Barcelos
Publicado em 21/03/2016 às 08:23Atualizado em 16/12/2022 às 19:38
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Foto/Arquivo

Fernando Pimentel lembra que, ainda que o julgamento seja político, ele é regido por normas constitucionais

Governador Fernando Pimentel se manifestou contra a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Na semana passada, foi instalada na Câmara dos Deputados a comissão especial que analisará o pedido de afastamento da Presidente. O grupo terá prazo de 15 sessões para apresentar relatório final sobre a questão ao plenário.

Em nota, Pimentel repudiou a tramitação do impeachment e argumentou que não existe comprovação de crime para dar início ao processo contra a Presidente. “Ainda que o julgamento seja um processo político, ele é regido por normas constitucionais e regras próprias. E é necessário que tenha se configurado crime de responsabilidade para abertura do processo, coisa que sabidamente não ocorreu neste caso”, continua o texto.

Além disso, o governador alegou que o avanço do impeachment na Câmara dos Deputados representaria retrocessos em relação às conquistas alcançadas ao longo dos governos do PT, pedindo bom senso dos parlamentares para deliberar sobre o assunto. “Espero que as decisões dos deputados em Brasília sejam guiadas pela sensatez, serenidade e espírito democrático, fundamentais para que o nosso país supere a crise e retome o seu crescimento econômico, com equilíbrio político, justiça social e garantia dos direitos individuais de todos os cidadãos”, posicionou.

Na nota, Pimentel ainda defendeu o cumprimento do mandato dos governantes eleitos e ressaltou a importância de respeitar o resultado da votação. O petista ainda citou as manifestações realizadas na última sexta-feira em apoio a Presidente e ao ex-presidente Lula, declarando que os atos sinalizam a indignação da sociedade brasileira com as tentativas de desestabilizar o atual sistema político.

Para abertura do processo de impeachment, é necessária a aprovação de 342 dos 512 deputados federais. A votação em plenário será aberta e com chamada no microfone. A previsão é a discussão do afastamento da Presidente, na Câmara Federal, até a primeira quinzena de maio. Em seguida, o pedido será analisado pelo Senado.

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