Governo mineiro encaminhou ontem, em caráter de urgência, novo projeto sobre o assunto à Assembleia Legislativa
Após professores estaduais anunciarem paralisação de atividades por três dias para reivindicar reajuste do piso do magistério, governo mineiro encaminhou ontem, em caráter de urgência, novo projeto sobre o assunto à Assembleia Legislativa de Minas. Em Uberaba, 75% dos profissionais aderiram ao movimento e 95% das escolas foram atingidas.
Uma proposta já tinha sido apresentada no início do mês e previa o repasse do reajuste do piso nacional aos professores mineiros em forma de abono somente a partir de março. Sindicalistas contestaram o conteúdo e apontaram que o texto não contemplava o acordo feito com a categoria no ano passado.
O novo projeto não foi disponibilizado na íntegra para consulta. Porém, o governo estadual informou em nota que a versão enviada ontem à Assembleia atendia a todas as reivindicações do Sind-UTE, garantindo a aplicação do percentual de 11,36% referente ao reajuste do piso no vencimento básico da categoria e também nos valores dos abonos concedidos dentro do cronograma elaborado na negociação do ano passado. O índice também será retroativo a janeiro, conforme as informações do Estado.
A coordenadora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, já estava em Belo Horizonte ontem por causa da paralisação da categoria. Segundo ela, o conteúdo do novo projeto ainda não tinha sido apresentado ao sindicato. O grupo se dirigia à Assembleia Legislativa para discutir os detalhes da atual proposta com os parlamentares.
Até a conclusão da análise do texto, Maria Helena ressalta que os profissionais continuam paralisados. Ela salienta que a nova proposta do Estado será submetida hoje a assembleia geral para definir qual será o posicionamento dos servidores.
No entanto, se a intenção do governo mineiro ainda for o reajuste de 11,36% em forma de abono, a sindicalista adianta que a categoria poderá entrar em greve. “Não vamos fazer acordo de abono, mesmo que seja retroativo a janeiro”, argumenta.