POLÍTICA

Greve do funcionalismo tem baixa adesão e número não passa de 50

Ao longo do dia, o número de pessoas mobilizadas variou de 25 a 50 no ato realizado ontem em frente do Centro Administrativo da Prefeitura. O grupo realizou apitaço e levantou faixas

Gisele Barcelos
Publicado em 08/04/2017 às 10:35Atualizado em 16/12/2022 às 14:06
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                                                                                                            Jairo Chagas

Devido ao reduzido número de participantes,sindicalistas utilizaram microfone para chamar funcionários para participar

Com chuva, o primeiro dia de greve dos servidores públicos municipais teve baixa adesão. Ao longo do dia, o número de pessoas mobilizadas variou de 25 a 50 no ato realizado ontem em frente do Centro Administrativo da Prefeitura. O grupo realizou apitaço e levantou faixas para cobrar reajuste salarial para a categoria.

Devido ao número reduzido de participantes, sindicalistas e grevistas utilizaram o microfone para chamar os funcionários para participar. Enquanto o ato fechou parte da via, alguns servidores acompanharam a mobilização a distância, da entrada do Centro Administrativo.

O presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, reforçou que, em um universo de quase nove mil funcionários, é preciso ter um mínimo de 20% mobilizados para fortalecer o movimento.

Ainda no discurso, o sindicalista ressaltou que a greve é direito do trabalhador e reforçou que a medida foi tomada para reivindicar, pelo menos, a recomposição da inflação nos últimos dois anos. Santos argumentou que os preços subiram, mas o salário do funcionalismo ficou defasado desde 2015. Apesar da baixa adesão no primeiro dia, Santos declarou que a greve continua e tem expectativa de crescimento a partir de segunda-feira (10). O próximo ato será realizado na praça Rui Barbosa, também a partir do meio-dia.

Os sindicalistas não foram chamados para nova reunião com a equipe do governo municipal ontem, mas o presidente do SSPMU espera conseguir uma nova rodada de negociação com o Executivo, assim como ocorreu com os educadores da rede municipal.

O secretário de Administração, Rodrigo Vieira, acompanhou a movimentação no saguão do Centro Administrativo, mas não se reuniu com os representantes do funcionalismo.

Em entrevista à Rádio JM, o titular da pasta posicionou que o sindicato não solicitou uma nova agenda para tratar da negociação. Ele declarou que o governo municipal continua com o diálogo aberto, mas descartou novamente a possibilidade de reajuste no momento. “Estamos vivendo uma crise no Brasil e os repasses para a Prefeitura são afetados por essa situação. Então, precisamos ter responsabilidade. Temos que continuar pagando os salários em dia. Por isso, não tem possibilidade de conceder reajuste agora, mas marcamos para voltar à mesa de negociação em julho”, disse.

Quanto aos demais itens da pauta, Vieira lembrou que houve uma reunião no fim de março e a Prefeitura assegurou o atendimento a várias demandas que não representariam impacto econômico. Entretanto, ele afirma que os procedimentos estão suspensos devido à paralisação das atividades. “Com a questão da greve, a pauta fica suspensa até a gente se sentar para conversar”, sentencia.

Embate. Mesmo com poucos manifestantes, grevistas entraram em choque com a administração logo no início do ato. O grupo foi barrado de colocar faixas de protesto dentro do Centro Administrativo e de distribuir panfletos no saguão. A situação foi contestada por integrantes do comando de greve e causou até discussão entre os representantes da categoria.

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