Levantamento mostra 79 pessoas físicas que doaram acima de R$300 mil, com rendas conhecidas incompatíveis com a doação
Finalizado no dia 24 de outubro, o oitavo cruzamento de informações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que o montante de receitas e despesas declaradas pelos candidatos com possíveis irregularidades alcança R$1,105 bilhão nas eleições deste ano. O número de casos suspeitos é de 304.774.
O levantamento mostra 79 pessoas físicas que doaram acima de R$300 mil, com rendas conhecidas incompatíveis com a quantia doada. Além disso, mais de 49 mil pessoas físicas inscritas no Bolsa Família doaram mais de R$45 milhões para as campanhas. O relatório revela, ainda, que doadores de campanha sem emprego formal declarado (desempregados) deram R$146 milhões. Já o número de doadores falecidos aumentou para 299 – antes eram 292.
Com relação às despesas, os indícios de irregularidades de destaque sã empresa de produções cujo sócio é beneficiário do Bolsa Família prestou serviço de R$3,5 milhões; dois fornecedores com situação inativa ou cancelada que prestaram serviços de campanha acima de R$ 400 mil, e empresa aberta em junho deste ano, de filiado de partido, que prestou serviços de R$ 250 mil.
Como se tratam de indícios de irregularidades que ainda serão apurados, os nomes dos doadores e beneficiários não foram divulgados pela Justiça Eleitoral. Os dados estão sendo repassados para os juízes e promotores eleitorais para apuração dos casos.