Decisão foi concedida por desembargador do STJ, mas o mérito ainda não foi analisado e não há informações de quando o advogado será liberado
Arquivo/JM
Um dos sete réus da operação Aequalis, o advogado uberabense está preso na penitenciária "Nelson Hungria", em Belo Horizonte
Réu na operação Aequalis, o advogado Odo Adão Filho conseguiu ontem liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para responder em liberdade ao processo criminal por envolvimento em esquema de desvio de verbas públicas revelado pela operação Aequalis.
A decisão liminar foi concedida pelo desembargador do STJ, Reynaldo Soares da Fonseca, e será publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (10). O mérito ainda não foi analisado e não há informações de quando o advogado será liberado da penitenciária "Nelson Hungria".
Apontado na investigação como lobista do ex-presidente do PSDB mineiro, Narcio Rodrigues, Odo foi preso no dia 3 de junho. O advogado era diretor de relações institucionais do grupo português Yser, empresa acusada de ter conquistado contrato irregular para fornecimento de parte dos equipamentos eletrônicos da Cidade das Águas, em Frutal. Em troca dos contratos, Odo teria intermediado repasses financeiros da Yser para Narcio.
Até o momento, três réus da operação Aequalis foram soltos para responder em liberdade ao processo. Alexandre Horta conseguiu na semana passada aprovação do pedido de prisão domiciliar. Já Neif Chala e Hugo Alexandre Timóteo Murcho saíram no inicio de julho.
Por outro lado, Narcio ainda não conseguiu reverter a prisão na penitenciária "Nelson Hungria", onde está desde o dia 30 de maio. Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em decisão unânime, negou habeas corpus e pedido de prisão domiciliar ao tucano. Ele alegou problemas de saúde, mas a tese não foi acolhida pelos desembargadores. O advogado de defesa já adiantou que se prepara para recorrer ao STJ.