Foto/ Neto Talmeli
Primeira ação do secretário de Saúde, Iraci Neto, ao assumir a pasta este ano foi determinar o levantamento
Realização do levantamento do índice de infestação do Aedes aegypti (LIRAa) tornou-se obrigatória para todos os municípios com mais de 2.000 imóveis, a partir de agora. As prefeituras que não cumprirem a determinação ficarão sem receber a segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito.
Até então, o levantamento era feito por adesão voluntária dos municípios. A obrigatoriedade da pesquisa foi estabelecida em portaria publicada na sexta-feira, 27, no Diário Oficial da União.
De acordo com a publicação, deverão ser observados os seguintes critérios: nos municípios infestados pelo vetor e com mais de dois mil imóveis, realizar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa); nos municípios infestados pelo vetor e com menos de dois mil imóveis, realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA), e nos municípios não infestados realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa ou outra metodologia validada.
Em casos excepcionais, a resolução determina que serão consideradas metodologias alternativas de levantamento de índices executadas pelos municípios, contanto que as informações sejam repassadas para o nível federal.
Dados. No fim do ano passado, das 3.704 cidades aptas a realizarem o levantamento de infestação do Aedes aegypti, 2.284 fizeram o trabalho. Esse número corresponde a 62,6% do total, sendo que Uberaba faz parte do grupo. O município também já realizou o primeiro LIRAa de 2017, que apontou estado de alerta para o mosquito. A próxima pesquisa deverá ser feita entre março e abril.