Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu sua primeira condenação penal no âmbito da Operação Lava-Jato. Sentença do juiz Sérgio Moro condenou o líder petista a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em ação penal que julga a compra e reforma do apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista.
Na sentença proferida, Moro absolveu o ex-presidente pelas “imputações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial por alta de prova suficiente de materialidade”.
Além de Lula, outras seis pessoas foram envolvidas nesta ação penal. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS, por lavagem de dinheiro, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula: lavagem de dinheiro, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da OAS: corrupção ativa, Fábio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Investimentos: lavagem de dinheiro e Roberto Moreira Ferreira, ligado à OAS: lavagem de dinheiro.
Outros processos. O ex-presidente ainda responde a outras duas ações penais na Lava-Jato, uma ligada à Operação Janus, que analisa contratos do BNDES, e outra relacionada à Operação Zelotes, que apura a venda de medidas provisórias – inclusive, Lula é investigado em inquérito sobre a edição da MP 471, que criou o Refis. Ele também foi denunciado no caso do sítio em Atibaia, também no âmbito da Operação Lava-Jato. Por fim, o petista é alvo de dois inquéritos na mesma operação, sendo um por formação de organização criminosa para fraudar a Petrobras e outro que investiga possível obstrução das investigações ao assumir o cargo de ministro no governo Dilma.