Sessenta por cento das mulheres em Uberaba estão insatisfeitas com o trabalho e o salário
A mulher ainda recebe menos que o homem e a situação pode ter influenciado as respostas
Sessenta por cento das mulheres em Uberaba estão insatisfeitas com o trabalho e o salário. Números são de pesquisa exclusiva realizada pelo Jornal da Manhã/Instituto Ápice, entre os dias 13 e 15 de janeiro. Ao todo, 400 pessoas foram entrevistadas sobre o grau de satisfação com a atividade desenvolvida e remuneração. O levantamento levou em conta também o sexo, idade, nível de escolaridade e renda familiar.
Na análise global, a pesquisa identificou que 33,5% dos entrevistados não trabalham. De acordo com o coordenador do Instituto Ápice, Luiz Cláudio Campos, o número não representa índice de desemprego, pois o grupo engloba estudantes, donas de casa, aposentados e pensionistas.
Considerando somente os entrevistados que trabalham, é observado um alto índice de satisfação tanto com a atividade desenvolvida quanto com o salário recebid 63,9% estão satisfeitos, contra apenas 7,2% descontentes com as duas situações. “2% dos entrevistados apontaram satisfação apenas com a remuneração. Outros 26,3% afirmaram estar satisfeitos só com o trabalho. Numa razão inversa, isso significa dizer que o salário não agrada”, pondera o coordenador.
Nos cruzamentos, o que se destaca é a diferença no grau de satisfação entre homens e mulheres. Enquanto 60% dos homens se declararam contentes com salário e trabalho, apenas 40% das mulheres afirmaram o mesmo.
Segundo Campos, existem vários aspectos que podem justificar a avaliação negativa do público feminino, porém ele avalia que a mulher ainda recebe menos que o homem e esta situação influenciou as respostas. “Isso não ocorre na proporção de tempos atrás. A realidade está mudando, mas ainda existe. O que detectamos foi muito em função da mulher ter remuneração inferior ao homem”, pondera.
Por fim, o coordenador destaca também que os números apontam uma relação direta entre o grau de satisfação e a renda salarial crescente, pois à medida que se observa a melhoria da renda ocorre também a manifestação de contentamento com a atividade e o salário.