Foto/Reprodução G1
Grupo de cerca de 50 pessoas invadiu o plenário principal da Câmara dos Deputados Federais nesta tarde (16) e interrompeu o andamento de sessão não deliberativa presidida primeiro vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA). Eles quebraram a porta de vidro do plenário e subiram à mesa da presidência, se recusando a sair de lá. Durante o protesto, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a corrupção e a favor de uma intervenção militar no país – gritos de “general aqui” eram ouvidos com frequência. Uma participante chegou a cuspir em um dos seguranças, gerando tumulto ainda maior no local.
O grupo apresentou um manifesto com extensa pauta, pedindo o fim dos “supersalários” a servidores públicos, de aposentadorias em valores elevados, de ensino “carregado de ideologia”, entre outros. Eles se posicionaram a favor da intervenção militar porque, segundo eles, os deputados federais estão implantando o comunismo no Brasil.
A imprensa foi retirada do plenário e não pôde continuar registrando os procedimentos da Polícia Legislativa. Ainda, a transmissão pela TV Câmara também foi interrompida. Segundo o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), os jornalistas foram retirados para não interferirem nas negociações. “Se pusermos a imprensa aqui dentro, complica, porque aí que eles não saem, não negociam porque eles querem aparecer na mídia”, disse o deputado ao G1.