Com as limitações para doações às campanhas, o ex-prefeito prevê que o pleito deste ano será feito na base do dízimo
Foto/Neto Talmeli
Com as limitações para doações às campanhas eleitorais, o ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, atualmente filiado ao PP, prevê que o pleito deste ano será feito na base do “dízimo”. Sem a participação das empresas, que até então eram as maiores doadoras, os valores para a disputa da sucessão municipal devem cair bastante.
Ele lembra que as doações somente podem ser feitas por pessoas físicas e estão limitadas a 10% do rendimento do ano anterior. Adauto avalia que as campanhas terão que se organizar para fecharem parcerias. Será, para ele, uma campanha muito diferente do que se viu nos últimos 20 anos.
“É o que tenho percebido ao conversar com alguns prefeitos. Eles avaliam que será tudo muito diferente. Até porque uma pessoa que teve um rendimento no ano anterior de R$100 mil poderá doar até R$10 mil. Mas isso economicamente será inviável. Então, eu costumo brincar que essa campanha será na base do dízimo eleitoral”, ressaltou.
De volta a Uberaba, Anderson Adauto disse que fez um planejamento para quando deixasse a administração municipal, o que aconteceu em 31 de dezembro de 2012. “Eu queria sair da prefeitura e que a prefeitura saísse de mim. Planejei morar em Belo Horizonte algum tempo, cidade da minha esposa, e depois retornar para Uberaba. E no momento em que te dou esta entrevista (sábado, dia 9), já estou cuidando da minha mudança. Tenho uma filha já matriculada em escola de Uberaba. Apenas a minha enteada, primeira filha, que está cursando o quinto ano de Direito em BH, não pode vir”, relatou.
Entre as ações políticas na cidade, Anderson disse que já atuou na formação de duas chapas de vereadores, no PP, seu atual partido, e no PSL. “Agora, na disputa eleitoral, pode ser que outros partidos se aliem”, frisou.
Juridicamente, Anderson Adauto está impedido de participar do processo eleitoral como candidato. Está enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mas, o ex-prefeito se mostra otimista em reverter a situação. “Claro, quem está na vida pública, especialmente exercendo mandato, está sempre sujeito a questionamentos jurídicos. Estou trabalhando para reverter essa situação e espero conseguir para disputar a eleição. Mas, se não conseguir, estou muito tranquilo que o nosso grupo terá um candidato para a disputa da sucessão municipal e vamos trabalhar no processo eleitoral”, concluiu Anderson Adauto.