Privatização da Cemig é caminho natural, mas precisa ser bem estudada e debatida com a sociedade. A avaliação é do vice-presidente da empresa estatal, Marcos Montes, ressaltando que hoje a prestação de serviço só não foi entregue à iniciativa privada em Minas Gerais e Santa Catarina.
Montes admite que existe uma resistência da comunidade quanto à privatização da companhia energética e o avanço do processo depende da aprovação em referendo, conforme estabelece a legislação estadual. Por isso, ele não acredita que haja uma definição sobre o tema antes do fim do mandato em 2026.
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Ainda assim, o vice-presidente da companhia defende que o Estado é responsável por muitas atividades e precisa se afastar do comando algumas áreas para se focar no comando de serviços básicos à sociedade, como Educação e Saúde.
Além disso, o vice-presidente salientou que a proposta de federalização da Cemig permitiria ao Estado reduzir a dívida com a União e, também, direcionar os esforços para outros setores necessários à população.
As propostas do governo Romeu Zema (Novo) para privatizar a Cemig e a Copasa foram protocoladas no fim do ano passado na Assembleia Legislativa, mas os projetos referentes ao assunto sequer foram lidos em plenário. A expectativa do Executivo é que as propostas sejam discutidas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2025.