ESTRATÉGIA

PL Mulher quer priorizar candidaturas com “perspectiva de voto”, diz presidente mineira

Ellen Miziara critica cota “só para cumprir tabela” e fala em formação e engajamento de novas lideranças

Dandara Aveiro
Publicado em 22/02/2026 às 15:12
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Um alinhamento nacional para garantir maior participação das mulheres nesses espaços (Foto/Divulgação)

Um alinhamento nacional para garantir maior participação das mulheres nesses espaços (Foto/Divulgação)

Com Congresso ainda majoritariamente masculino, a vereadora Ellen Miziara (PL) defende uma mudança prática na estratégia partidária para ampliar a presença feminina na política. Segundo ela, a estratégia passa pelo fortalecimento de instrumentos partidários e pela formação de novas lideranças femininas. À frente do PL Mulher em Minas Gerais, a parlamentar defende candidaturas femininas com potencial eleitoral, além de fortalecer o engajamento político de mulheres nos municípios. 

Em entrevista ao programa Pingo do J, Ellen afirmou que o partido pretende utilizar de forma mais estratégica os instrumentos já disponíveis, como o fundo eleitoral e o tempo de rádio, TV e mídias digitais, para fortalecer candidaturas femininas. Ela afirmou que há um alinhamento nacional para garantir maior participação das mulheres nesses espaços. “A gente precisa trabalhar com as armas que temos, e uma delas é o fundo eleitoral. Isso já está bem consolidado: mulheres que mostram perspectiva de voto vão ter mais participação no fundo e no tempo de TV”, disse. 

De acordo com a vereadora, o planejamento já inclui a divisão do tempo partidário entre lideranças femininas nas próximas inserções previstas para os meses de maio e junho. O objetivo, segundo ela, é apresentar o partido, estimular filiações e dar visibilidade às propostas da legenda. “Esse tempo será dividido entre deputadas estaduais, federais e lideranças que ocupam funções estratégicas dentro do partido”, afirmou. 

Além do espaço nos meios tradicionais, Ellen destacou a criação de podcasts como ferramenta para ampliar o alcance das lideranças femininas. A proposta é dar voz não apenas a parlamentares, mas também a mulheres com atuação comunitária. “A gente quer trazer vereadoras, lideranças de bairro, mulheres que nunca tiveram mandato, mas que já são referências nas causas que defendem”, explicou. 

Ellen também criticou o uso das cotas apenas para cumprimento formal da legislação. Para ela, é necessário ir além do preenchimento de vagas e investir em mulheres que tenham motivação política e vínculo com pautas concretas. “Não adianta ser só mulher. É preciso ter perspectiva de voto, engajamento e bandeiras claras. A mulher chega à política, muitas vezes, movida por causas muito específicas, e isso precisa ser compreendido pelo partido”, ressaltou. 

Como exemplo, a vereadora citou sua própria trajetória. Em sua primeira disputa eleitoral, recebeu R$ 80 mil do fundo partidário e obteve quase 10 mil votos. “O partido entendeu que o custo-benefício foi positivo. Meu voto foi um dos mais baratos da chapa. Isso mostra que investir em quem tem trabalho e engajamento traz retorno político”, disse. 

Ellen ressaltou ainda que o fortalecimento da presença feminina passa por mobilização e formação política contínua. “Tem muita gente que quer se colocar à disposição, mas não tem voto. O voto é consequência. O que a gente precisa é engajamento, mobilização e entendimento de que esses espaços podem e devem ser ocupados por mulheres”, afirmou. 

Atualmente, a vereadora assumiu a presidência estadual do PL Mulher em Minas Gerais. Segundo ela, a missão recebida da presidente nacional do núcleo feminino, Michelle Bolsonaro, é ampliar a atuação do partido nas eleições majoritárias e dialogar com públicos que ainda demonstram resistência ou dificuldade de identificação com a política partidária, especialmente mulheres entre 25 e 35 anos. 

“Se esse é um público que tem mais dificuldade de entender as pautas, a gente precisa falar a língua delas. Política está no dia a dia, no supermercado, na escola, na saúde. Tudo passa por decisões políticas”, destacou, ao citar o programa Alicerça Brasil como uma das estratégias para aproximar o debate político da rotina das famílias. 

Para a vereadora, ampliar a presença feminina no Legislativo e em cargos de poder exige planejamento, investimento e mudança de mentalidade dentro das próprias estruturas partidárias. “Nós somos capazes de ocupar esses espaços. O que precisa é criar as condições para isso acontecer”, concluiu. 

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