O plenário do Senado deverá decidir hoje se a presidente afastada vai a julgamento por crimes de responsabilidade
O plenário do Senado deverá decidir hoje se a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai a julgamento por crimes de responsabilidade. A sessão foi iniciada na manhã de ontem e avançou pela madrugada, com o pronunciamento de mais de 20 senadores em plenário. No fechamento desta edição já eram mais de 12 horas de reunião.
O primeiro a falar ontem foi o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que apresentou o relatório aprovado na comissão especial de impeachment. Depois, a palavra foi passada para os senadores inscritos. Ao todo, 46 parlamentares solicitaram espaço para se posicionar na sessão.
Após a conclusão do pronunciamento dos senadores, a acusação e a defesa se manifestarão hoje. A votação sobre a continuidade do julgamento de Dilma deverá acontecer na sequência, porém é necessária a presença de, pelo menos, 41 senadores em plenário.
A decisão que os parlamentares deverão tomar hoje é se as provas apresentadas contra a presidente afastada são relevantes e se a denúncia é pertinente para levar Dilma a julgamento. A votação será nominal e aberta, registrada no painel eletrônico. Nesta fase do impeachment ainda não se delibera sobre o mérito das acusações.
Caso a maioria simples dos presentes aceite o parecer da Comissão Especial do Impeachment, a presidente afastada será julgada e pode perder definitivamente o mandato. Até o momento, 44 senadores já se manifestaram a favor da continuidade do julgamento e 19 são contrários. Outros 13 parlamentares não declaram o voto, quatro se disseram indecisos e um não respondeu.