POLÍTICA

Prefeito de Teófilo Otoni se reúne com Tony para discutir mandato

O prefeito de Teófilo Otoni (Nordeste de Minas) Getúlio Neiva e o vereador Tony Carlos, ambos do PMDB e jornalistas, devem se encontrar terça-feira na capital Belo Horizonte

Renata Gomide
Publicado em 22/08/2013 às 10:51Atualizado em 19/12/2022 às 11:29
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Reprodução Net

Prefeito de Teófilo Otoni e jornalista diz que poderá deixar a prefeitura e voltar à Assembleia, sepultando as chances de Tony se tornar deputado   O prefeito de Teófilo Otoni (Nordeste de Minas) Getúlio Neiva e o vereador Tony Carlos, ambos do PMDB e jornalistas, devem se encontrar terça-feira em Belo Horizonte, a convite do correligionário e deputado estadual Adalclever Lopes. O chefe do Executivo e o líder governista na Câmara de Uberaba são suplentes do partido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e tem a chance de ocupar uma cadeira de parlamentar, com a morte do então 1º vice-presidente da Casa, José Henrique, vítima de um câncer contra o qual lutava havia cinco anos.   Tony informa que ainda não recebeu nenhum convite para se reunir com Getúlio – conforme ele revelou ao Jornal da Manhã –, mas adianta que se for chamado, irá a Belo Horizonte. Nas próximas horas o prefeito será convocado pela Assembleia e terá um prazo de 30 dias – prorrogáveis por mais 30 – para decidir se assume ou não a cadeira de deputado. “Estou tranquilo em relação ao vice [Ilter Volmer Martins, do PSDB] assumir. A minha intranquilidade é com relação à opção”, admite o peemedebista, que fez uma pesquisa informal no Facebook para ouvir a opinião do eleitor.   Getúlio foi eleito em 2012 com apoio de 35.842 eleitores, o equivalente a 86,1% dos votos válidos, índice pouco superior aos 82% que responderam na rede social, que desejam sua permanência na cadeira de prefeito. “Tenho uma responsabilidade muito grande”, assinala o peemedebista, que informa ter assumido a Prefeitura de Teófilo Otoni com uma dívida vencida de R$84 milhões, que o obrigou a implantar uma série de medidas para reequilibrar as finanças.   Ele, porém, pondera que “tudo pesa a favor para eu voltar a Assembleia”. Nesse “tudo” está a possibilidade, segundo Getúlio, de se aposentar integralmente como deputado (ele cumpriu um mandato na Câmara Federal de 1991 a 1995, e um na ALMG: 2006-2010, além de já ter ocupado a cadeira de prefeito de Teófilo Otoni em outras duas ocasiões). Além disso, o peemedebista coloca a relação com o Parlamento Mineiro como outro motivo para assumir a vaga, assim como o fato de ser governo, apesar de filiado ao PMDB.   O prefeito revela que 27 deputados ligaram pedindo para que volte à Casa – “o melhor dos mundos” – e acrescenta: “O governo também tem interesse que eu volte, mas antes tenho que ouvir os partidos e meu vice”. Getúlio e Ilter disputaram as eleições do ano passado com o apoio de 17 legendas: PMDB, PSDB, PRB, PRTB, PR, PSL, DEM, PTC, PC do B, PTB, PSDC, PV, PSB, PP, PPS, PT do B e PHS.   A agenda da semana que vem em Belo Horizonte inclui ainda uma audiência no governo, onde Getúlio diz que vai saber “se precisam de mim”. Questionado se já perdeu a vez de assumir uma cadeira na ALMG, como alega Tony, o prefeito tachou de conversa fraca e disse que “se a vaga fosse minha, não titubearia em assumir”. Para o vereador, o correligionário, que era segundo suplente da coligação, deveria ter assumido quando o então deputado Bruno Siqueira foi eleito prefeito em Juiz de Fora, vaga que acabou ficando com Leonídio Bouças.

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