A confirmação da verba ainda não aconteceu e, agora, pode ser ameaçada com o freio nas despesas, a partir da aprovação da proposta que limita gastos públicos federais
Foto/ Jairo Chagas
O município aguarda, desde o início do ano, posicionamento do governo federal para colocar a estrutura em funcionamento
O prefeito Paulo Piau (PMDB) espera que aprovação da proposta que limita os gastos públicos federais não interfira na abertura do Hospital Regional. O município aguarda, desde o início do ano, posicionamento oficial do governo federal sobre a liberação de recursos para a manutenção, para colocar a estrutura em funcionamento, mas a confirmação da verba ainda não aconteceu e, agora, pode ser ameaçada com o freio nas despesas, a partir da PEC 241.
Piau reconhece que todas as áreas podem enfrentar dificuldades, por causa da limitação dos gastos públicos, e posiciona que consequências também poderão afetar os setores essenciais, como a Saúde, o que repercutiria na situação do HR. No entanto, o chefe do Executivo espera que o governo federal consiga gerenciar com inteligência para identificar os desperdícios e evitar cortes drásticos em áreas prioritárias.
“Tem que ter sacrifício em todas as áreas, mas espero que o governo federal tenha inteligência suficiente para sacrificar aquilo que seja menos importante no país [...] Espero que a sangria de recursos que existe neste país para coisas desnecessárias seja realmente canalizada para o que é essencial. Aí nada será prejudicado, nem o nosso Hospital Regional”, avalia o peemedebista.
O prefeito, também, salienta que o texto atual da PEC preserva os recursos para Educação e Saúde no próximo ano. Desta forma, ele analisa que será possível ganhar tempo para uma reação positiva da economia e um impacto menor nos investimentos. “Esperamos que a economia até 2018 possa já estar melhorando para não ter prejuízo nenhum, sobretudo nessas duas áreas”, salienta.
Apesar do receio de queda nos repasses federais, Piau afirma que medida tomada pelo presidente Michel Temer (PMDB) foi acertada. Ele argumenta que o número de desempregados é alarmante e a confiança dos investidores está abalada, o que representa um quadro grave para o Brasil. “Estamos à beira de um caos. Pior é o governo ficar inerte. Então, eu quero crer que a PEC 241 é uma proposta que vem para corrigir rota e rumo [...] Pelas circunstâncias atuais, medidas precisam ser tomadas e acredito que o governo tomará a melhor”, encerra.