Segundo Piau, já existem articulações avançadas em torno da fábrica de Sete Lagoas e o processo precisa também incluir a unidade do Triângulo Mineiro
Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a retomada do programa de desinvestimentos da Petrobras, suspenso desde o fim do ano passado devido a riscos encontrados no sistema adotado para as alienações. A medida cautelar que impedia a venda de ativos foi revogada esta semana. De acordo com o relator do processo, ministro José Múcio Monteiro, a estatal apresentou ao tribunal documentação com alterações e correções em todos os pontos considerados irregulares pela Corte. Com a autorização para a Petrobras retomar a venda de ativos, o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirma que tenta agendar até o fim do mês uma reunião com os dirigentes da petrolífera para garantir que a fábrica de amônia de Uberaba esteja inserida no processo de transação com os investidores privados. A lista de projetos inseridos na negociação ainda não foi informada. Piau salienta que já existem articulações avançadas em torno da fábrica de Sete Lagoas (MS) e o processo precisa também incluir a unidade do Triângulo Mineiro. Segundo ele, um investidor já acionou a Gasmig esta semana e demonstrou interesse na parceria, diante das informações sobre a retomada do programa de desinvestimentos da Petrobras. Na decisão desta semana, o Tribunal determinou que a Petrobras aplique aos projetos de desinvestimento a nova sistemática aprovada pela Diretoria Executiva da companhia. Todos os processos cujos contratos de compra e venda não tenham sido firmados serão reiniciados. Apenas os projetos denominados Ópera e Portfólio 1 poderão prosseguir da fase em que foram paralisados, pois já foram concebidos a partir da sistemática revisada. Esses dois projetos incluem a venda de participação nos campos de Baúna e Tartaruga Verde e da participação no Campo de Saint Malo no Golfo do México norte-americano, ambos em fase avançada e próximos de conclusão. Em nota, a Petrobras posicionou que a decisão do TCU é fundamental para seguir em frente com Plano de Parcerias e Desinvestimentos, considerado um dos principais pilares para alcance da meta de redução da alavancagem. Entretanto, não especificou os demais empreendimentos que serão disponibilizados para alienação.