Para cumprir o compromisso com os servidores, os gestores foram obrigados a cortar gastos e renegociar com fornecedores
Arquivo/JM
Celson Pires, presidente da Amvale e prefeito de Conceição das Alagoas, disse que parcelou débitos com fornecedores para pagar os vencimentos dos servidores
Com corte de gastos e outras medidas de contenção, prefeituras da região conseguiram pagar o salário de dezembro. Cidades como Campo Florido, Conceição das Alagoas e Pirajuba depositaram o pagamento dentro do próprio mês para os servidores públicos. Já em Delta a liberação deverá acontecer até o quinto dia útil de janeiro.
De acordo com o prefeito de Campo Florido, Ademir Ferreira, o décimo terceiro saiu no dia 10 de dezembro e o salário do funcionalismo foi pago no dia 30, mas foi preciso renegociar com fornecedores para conseguir a liberar o dinheiro para o servidor. “Precisei deixar alguns restos a pagar para 2016. Vamos conversar com as empresas para liquidar essas pendências em breve”, salienta.
Em Pirajuba, o prefeito Rui Ramos afirma que uma postura de controle de despesas foi assumida desde o início de 2015, como a suspensão de viagens e também um monitoramento dos preços em licitações. Com isso, ele afirma que foi possível pagar o salário de dezembro antecipadamente no dia 22 de dezembro. “Estou com débito com fornecedores, mas nada que prejudique”, pondera.
O prefeito de Conceição das Alagoas, Celson Pires, também precisou renegociar e parcelar o pagamento com fornecedores para acertar o salário de dezembro com o funcionalismo. O depósito foi feito no dia 30 de dezembro. “Nunca esperei até o quinto dia útil e dezembro não seria diferente”, declara.
Já a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, afirma que pagará o salário do funcionalismo normalmente até o quinto dia útil, seguindo a programação habitual da prefeitura. Com isso, o pagamento estará na conta do servidor, no máximo, em 8 de janeiro.
De acordo com Lauzita, houve queda em torno de 35% nos principais repasses, o que dificultou o fechamento do ano. Para equilibrar as contas sem prejudicar os serviços essenciais, foi preciso cortar 10% de pessoal, diminuir a jornada de trabalho de oito para seis horas por dia e ainda reduzir em 20% os salários dos funcionários em cargos comissionados.