Se a maioria simples dos senadores decidir pela continuidade do processo, a presidente afastada vai a julgamento final
Com retorno das atividades ontem na comissão especial do impeachment, o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou voto considerando procedente a acusação contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e posiciona que existem elementos suficientes julgamento da petista por crime de responsabilidade.
Ao sustentar o voto pela procedência da acusação e prosseguimento do processo, o tucano propõe a pronúncia da denunciada Dilma Vana Rousseff, a fim de que seja julgada pelo Senado. Também foi lido ontem voto elaborado por senadores que defendem a volta de Dilma.
Com 441 páginas, o relatório de Anastasia será discutido nesta quarta-feira (3) na comissão especial do impeachment. Caso o texto seja aprovado pelo colegiado, o documento seguirá para votação no plenário do Senado em sessão prevista para ter início na próxima terça (9).
Se a maioria simples dos senadores decidir pela continuidade do processo, a presidente afastada vai a julgamento final em data a ser definida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que comandará o rito.
Segundo cronograma divulgado no último fim de semana, Lewandowski pretende marcar o início do julgamento (caso este aconteça) entre os dias 26 e 29 de agosto.