Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU) iniciou análise técnica da Lei Complementar 226, que trata da possibilidade de revisão de direitos funcionais congelados durante a pandemia da Covid-19. A norma, conhecida nacionalmente como “Lei do Descongela”, abre caminho para eventuais compensações e pagamentos retroativos, a depender da realidade jurídica e orçamentária de cada ente federativo.
A legislação remove entraves criados no período da pandemia, quando estados e municípios ficaram impedidos de conceder reajustes salariais, progressões e outras vantagens funcionais. Apesar da repercussão positiva entre servidores públicos de todo o país, o SSPMU destaca que a aplicação da lei não é automática e exige avaliação criteriosa no âmbito municipal.
Segundo o presidente do sindicato, Luís Carlos dos Santos, a entidade tem adotado postura responsável diante da expectativa gerada pela nova norma. “Sabemos que essa lei gera esperança nos servidores, especialmente após anos de perdas salariais e congelamento de direitos. Por isso, o sindicato não trabalha com promessas, mas com análise técnica. Nosso jurídico já está estudando o texto para verificar o que, de fato, pode ser reivindicado para os servidores de Uberaba”, afirmou.
O corpo jurídico do SSPMU avalia os possíveis efeitos da legislação considerando a legislação municipal vigente, decisões dos tribunais e a capacidade financeira do Município.
O vice-presidente do sindicato, Phablo Lemes, ressalta que o momento exige cautela. “Essa lei abre caminhos, mas não resolve tudo sozinha. É preciso verificar quais direitos estavam efetivamente congelados, quais podem ser discutidos judicialmente ou administrativamente e qual é o impacto financeiro disso. O papel do sindicato é exatamente esse: estudar, organizar e agir com responsabilidade”, pontuou.
Durante a pandemia, servidores públicos enfrentaram congelamento salarial, suspensão de progressões e ausência de recomposição inflacionária, mesmo diante da elevação do custo de vida. A nova legislação surge como instrumento para rediscutir esses impactos, mas sua implementação dependerá de decisões locais e da viabilidade orçamentária.
O SSPMU informou que continuará acompanhando os desdobramentos da lei e manterá diálogo com o governo municipal. Caso haja base legal e viabilidade financeira, o sindicato não descarta a adoção de medidas administrativas ou judiciais para assegurar os direitos da categoria.