Em nova avaliação da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais, sete regiões tiveram melhora nos indicadores e avançaram para a onda amarela do Minas Consciente. A situação não abrange o Triângulo Sul, que continua enquadrado na onda vermelha pela análise do comitê estadual de enfrentamento ao coronavírus.
Assim como o Triângulo Sul, seguem na onda vermelha as regiões Leste do Sul, Nordeste, Noroeste e Sul. No entanto, nenhuma delas possui mais a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, o que inviabilizaria a volta às aulas a partir da próxima semana. Com isso, todas as regiões do Estado estarão autorizadas a retomar o ensino presencial.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que os dados demonstram uma queda consistente na ocupação de leitos. “O vírus está circulando menos, os gráficos mostram isso. Menos pessoas estão com sintomas, buscando atendimento especializado. Tivemos uma queda robusta na procura por leitos, principalmente nas regiões Centro, Centro-Sul, Oeste e Triângulo do Sul”, afirmou.
Entre as regiões que avançaram para a onda amarela está o Triângulo Norte, com polo em Uberlândia. A melhora dos indicadores também permitiu a evolução das macrorregiões Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha, Leste, Norte, Oeste. Elas se unem à macrorregião Sudeste, que já estava nesta fase nas últimas semanas.
O avanço foi possível devido à queda consistente dos indicadores que medem a situação da pandemia em Minas. A taxa de incidência da doença, que demonstra a circulação do vírus na sociedade, teve queda de 29% na última semana e de 36% nos últimos 14 dias.
A macrorregião de Saúde Vale do Aço foi a única que avançou para a onda verde do Minas Consciente. Essa é a primeira vez desde janeiro que uma região evolui para a fase mais flexível do plano de reabertura da economia.