POLÍTICA

Situação financeira das prefeituras faz prefeitos adiarem investimentos

Dívidas herdadas dos governos anteriores e queda na arrecadação são a realidade para a maioria dos prefeitos que assumiram

Gisele Barcelos
Publicado em 13/01/2013 às 17:32Atualizado em 19/12/2022 às 15:19
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Dívidas herdadas dos governos anteriores e queda na arrecadação são a realidade para a maioria dos prefeitos que assumiram mandatos em 2013. Nos municípios menores da região, o aperto financeiro deve adiar investimentos, principalmente no setor de infraestrutura.

O prefeito de Conceição da Alagoas, Celson Pires de Oliveira (PMDB), conta que recebeu a Prefeitura com equipamentos deteriorados e um débito de aproximadamente 20 milhões, inclusive com o pagamento dos salários de dezembro e o décimo terceiro atrasados. Oliveira explica que ainda não tem dados sobre o comportamento da receita no início do mandato, pois o processo de transição ainda não foi concluído. Entretanto, o prefeito salienta que nenhum investimento novo está em vista porque a principal ordem é a contenção de despesas para equilibrar as finanças do município. “Agora temos que atender aos serviços essenciais e montar projeto para correr atrás de verbas. Se eu conseguir o equilíbrio de contas, já é uma vitória, pela situação em que a Prefeitura se encontra no momento”, destaca.

Mesmo sendo representante da situação, o prefeito de Pirajuba, Rui Gomes Nogueira (PP), também estará apertado nos cinco primeiros meses de gestão, devido às dificuldades para o fechamento do exercício financeiro em 2012. Além disso, os novos projetos terão que ficar em suspenso porque a Prefeitura ainda tem obras antigas em andamento e foi observada uma queda de arrecadação de cerca de 10% na comparação com o ano passado. “Estou priorizando aumentar a receita, pois não tem como fazer nada sem dinheiro”, reforça.

Quem também defende a redução de gastos no início do mandato é a prefeita reeleita de Delta, Lauzita Resende (PTB). Segundo ela, a estimativa é de queda entre 30% e 40% nos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) desde abril de 2011, que é a principal receita das pequenas prefeituras. Lauzita espera que o aperto não atinja o orçamento da Saúde e Educação. Para tanto, a prefeita avalia que será necessário adiar investimentos em infraestrutura previstos para 2013, como asfaltamento de vias e a construção de prédio próprio para a administração. “Teremos que parar os projetos novos e vamos reavaliar a situação no segundo semestre do ano”, pondera.

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