EM CAMPANHA

TSE abre nova investigação contra Lula por suposto abuso de poder político na reeleição

Ação do partido Novo aponta 35 atos do presidente que teriam ampliado benefícios sociais com apelo eleitoral entre janeiro e outubro

Publicado em 05/11/2026 às 20:33
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu, nesta quinta-feira (5), uma investigação contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob suspeita de abuso de poder político durante a campanha à reeleição. A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Villas Bôas Cueva.

A apuração vai analisar a ampliação de benefícios sociais com possível apelo eleitoral no período entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026.

O processo foi aberto a partir de uma ação do partido Novo, legenda que lançou Romeu Zema como candidato à Presidência. A sigla listou 35 atos considerados potencialmente irregulares, entre decretos e medidas provisórias (MPs) editados ao longo do ano.

Segundo o partido, esse número equivaleria à soma das medidas semelhantes adotadas por Lula nos três primeiros anos do mandato.

Caso o abuso de poder político seja reconhecido pelo plenário do TSE, Lula e o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin (PSB) podem ser alvo de cassação e até de inelegibilidade. Foi por enquadramento semelhante que o TSE declarou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível, ao condená-lo por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

A abertura da investigação indica apenas que os requisitos mínimos para o prosseguimento do caso foram atendidos. Para o corregedor, a petição inicial descreve fatos determinados, com identificação dos atos normativos questionados, seus conteúdos e custos estimados, o que, segundo ele, delimita o objeto da apuração e permite a defesa.

Lula e Alckmin têm até a próxima terça-feira (10/11) para apresentar resposta às acusações. Depois disso, caberá a Cueva conduzir a instrução do processo.

O Novo também sugeriu que sejam solicitadas informações aos ministérios da Fazenda, da Casa Civil, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento e Assistência Social e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Essa é a segunda investigação instaurada pelo TSE contra Lula. Anteriormente, o então corregedor-geral Antonio Carlos Ferreira autorizou a apuração de suposto abuso de poder econômico e midiático ligado ao financiamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teria recebido R$ 9,65 milhões em recursos públicos.

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