Depois de cinco mandatos na Câmara de Uberaba, o vereador Paulo César Soares, o China (PMN), desistiu de concorrer à reeleição
Depois de cinco mandatos na Câmara Municipal de Uberaba (CMU), o vereador Paulo César Soares, o China (PMN), desistiu de concorrer à reeleição. Alegou que a chapa proporcional em que está o seu partido, com PTC, PCdoB e PDT, não lhe proporcionaria condições de conquistar uma das 14 vagas do Legislativo Municipal.
Todos os partidos estão na aliança que sustenta a candidatura de Wagner Júnior (PT) à Prefeitura de Uberaba. Na chapa proporcional, a coligação é “Uberaba Pode Mais”. China disse que as possibilidades diminuíram ainda mais com a desistência de Elmar Goulart (PMN) de disputar o pleito para vereador. Elmar, que é líder do prefeito na Câmara, recentemente queixou-se da administração municipal. Disse que se sentia abandonado, pois não conseguiu formar uma coligação de partidos que lhe desse chances de conquistar mais um mandato no Legislativo.
A reportagem do Jornal da Manhã tentou contato com o vereador Elmar Goulart ontem para confirmar a desistência de sua candidatura, mas o celular dava sinal de desligado e, no telefone da farmácia de sua propriedade, as chamadas não foram atendidas.
China agradeceu os eleitores e lembrou que fez um trabalho especialmente voltado para a população de menor poder aquisitivo. “Lutei contra a elite dessa cidade, quando consegui que entidades que nunca pagaram o ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) passassem a pagar. No bairro Cartafina, resolvi um problema que afligia aquela população que sofria especialmente com mau cheiro por conta de empresa instalada naquele local”, enumerou China, como algumas de suas ações no Legislativo.
Ainda sobre a desistência em disputar mais um mandato, China atribuiu ao prefeito Paulo Piau (PMDB) a tentativa de enfraquecer a sua coligação, o que tornou inviável a tentativa, segundo o parlamentar, de continuar na disputa. Segundo China, por sua postura crítica à administração municipal, ele foi prejudicado na formação das alianças eleitorais. O parlamentar afirmou que muitos servidores municipais que estão filiados ao PMN e que estavam dispostos a disputar a eleição desistiram do pleito, o que tornou a coligação inviável. Ele aproveitou para reforçar que será uma voz de oposição na Câmara contra a atual administração de Piau: “Um prefeito que promete, mas não cumpre”, classificou.