Uma proposta encaminhada ao Poder Executivo pela Câmara chama atenção por conta do seu caráter controverso
Uma proposta encaminhada ao Poder Executivo pela Câmara Municipal de Uberaba (CMU) chama atenção por conta do seu caráter controverso. Trata-se da criação do divórcio comunitário consensual. Um contraponto ao casamento comunitário, que é promovido pelo Executivo todos os anos por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social.
O requerimento aprovado em plenário é de iniciativa do vereador Agnaldo Silva (PSD). O parlamentar disse que o objetivo é buscar a parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Defensoria Pública e Poder Judiciário para implantar em Uberaba o programa “Divórcio Comunitário”, assim como é feito em Belo Horizonte por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O vereador informou que a ação comunitária será destinada às pessoas de baixo poder aquisitivo e que, inicialmente, o programa será direcionado aos casais que não têm filhos. Ele ainda acrescentou que na audiência do divórcio o casal deverá estar acompanhado de um advogado. “A intenção é beneficiar as pessoas carentes, que há muito tempo estão separadas, inclusive que até já formaram novas famílias e não regularizavam a situação por falta de dinheiro para arcar com os custos da legalização do divórcio”, destacou.
Agnaldo finalizou ressaltando que a vantagem do programa “Divórcio Comunitário” é que não haverá necessidade de abertura de processo, que é demorado, e o casal não terá despesas com advogados ou com custas processuais, uma vez que haverá a parceria do Poder Judiciário e da Defensoria Pública.