PREVENÇÃO

Injeção para prevenir HIV pode chegar ao SUS e substituir uso diário de comprimidos

Cabotegravir, aplicado a cada dois meses, está em consulta pública para possível incorporação à rede pública; medicamento é uma forma de PrEP e não uma vacina

Publicado em 28/08/2026 às 09:40
Compartilhar

Uma injeção aplicada a cada dois meses para prevenir a infecção pelo HIV pode passar a ser oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, chamado cabotegravir, está em análise para possível incorporação à rede pública, e a população pode participar da consulta pública sobre o tema até 31 de agosto.

O cabotegravir é um medicamento antirretroviral de longa duração utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP). A estratégia é voltada para pessoas que não têm HIV e apresentam risco aumentado de exposição ao vírus.

Atualmente, o SUS já disponibiliza a PrEP principalmente por meio de comprimidos, utilizados conforme orientação dos profissionais de saúde. A versão injetável surge como uma alternativa para quem enfrenta dificuldades em manter o uso regular da medicação oral.

Apesar de ser aplicada por injeção, a nova tecnologia não é uma vacina. O medicamento libera gradualmente uma substância antiviral no organismo para impedir que o HIV consiga estabelecer a infecção em caso de exposição.

Aplicação é feita a cada dois meses

O esquema avaliado prevê duas doses iniciais, com intervalo de quatro semanas. Depois, as aplicações de manutenção seriam realizadas a cada oito semanas.

O uso exige avaliação e acompanhamento de profissionais de saúde, além da realização periódica de testes para HIV.

A possível incorporação do medicamento também não elimina a necessidade de outras formas de prevenção. A PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e o acompanhamento pode incluir testagem regular e o uso de preservativos.

Medicamento já foi aprovado pela Anvisa

O cabotegravir injetável recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023, o que permite sua utilização no Brasil. Isso, porém, não significa que o medicamento já esteja disponível gratuitamente pelo SUS.

Agora, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) analisa a possibilidade de incluir a tecnologia na rede pública. A consulta pública recebe contribuições da população até o dia 31 de agosto.

As manifestações devem ser avaliadas juntamente com evidências científicas, custos e o possível impacto da incorporação no sistema público de saúde.

Caso o medicamento seja aprovado para oferta pelo SUS, ainda deverão ser definidos os critérios de acesso, o público que poderá utilizar a injeção e a estratégia de distribuição.

A possível chegada do cabotegravir à rede pública pode ampliar as alternativas de prevenção ao HIV, especialmente para pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário da PrEP em comprimidos.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por