
(Foto: Leonardo Augusto)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária desenvolvida com tecnologia 100% brasileira pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. O anúncio foi feito neste sábado (10) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A primeira etapa dos estudos clínicos vai envolver 48 voluntários com idades entre 18 e 59 anos. Os pesquisadores vão avaliar a segurança do imunizante, possíveis reações e sua capacidade de estimular uma resposta do sistema imunológico.
Durante o anúncio, Padilha destacou a importância do avanço científico para o enfrentamento da doença. Segundo o ministro, o Brasil registrou menos de 120 mil casos de malária em 2026, enquanto, em 1998, o país chegou a enfrentar o risco de alcançar 1 milhão de casos.
Apesar da redução, o ministro ressaltou que a malária continua sendo um problema de saúde pública no Brasil e em outros países. Ele também alertou para a possibilidade de as mudanças climáticas e o aumento das temperaturas favorecerem a disseminação da doença para regiões onde ela não era comum.
Investimento em vacinas
A autorização para os testes também representa um avanço para o CTVacinas, que integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), iniciativa voltada à ampliação da capacidade brasileira de desenvolver imunizantes.
De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão de investimentos no desenvolvimento de vacinas é de R$ 161,5 milhões, por meio do CNVacinas e de parcerias vinculadas ao Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL). Desse total, R$ 135,5 milhões devem ser destinados a projetos do próprio centro nacional.
A autorização para os estudos clínicos marca uma nova etapa no desenvolvimento da Vivaxin. Os resultados dos testes serão importantes para avaliar a segurança do imunizante e orientar as próximas fases da pesquisa.