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Uberaba ainda não tem força para manter outlet de grande porte, diz presidente do Sindicomércio

Presidente do Sindicomércio avalia que formato exige alcance regional e cita tentativa sem sucesso em Uberlândia

Joanna Prata
Publicado em 04/01/2026 às 18:13
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O avanço dos outlets no Triângulo Mineiro e em cidades de maior influência regional tem chamado a atenção do setor comercial e reacendido o debate sobre a viabilidade desse modelo de negócio em Uberaba. Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o presidente do Sindicomércio, Luciano Ciabotti, avaliou o cenário local e demonstrou cautela quanto à instalação de um empreendimento desse porte no município. 

Segundo Ciabotti, os outlets têm registrado movimento intenso, muitas vezes equivalente ou até superior ao de shopping centers tradicionais, impulsionados principalmente pela presença de grandes marcas e pela oferta constante de promoções. “Metade da loja está em promoção, a outra metade com preços normais. Isso atrai muito o consumidor”, observou. Apesar disso, ele avalia que, neste momento, Uberaba ainda não tem “poder de fogo” suficiente para sustentar um outlet de grande porte. 

O presidente do Sindicomércio destacou que esse tipo de empreendimento não depende apenas da demanda local, mas de um alcance regional. Como exemplo, citou a tentativa de implantação de um grande outlet em Uberlândia, próximo ao aeroporto, que não obteve o resultado esperado. “O outlet não é uma coisa da cidade, ele precisa ser regional. Se não tiver esse fluxo maior, acaba não se sustentando”, explicou. 

Outro ponto levantado por Ciabotti foi a preocupação com o período prolongado de promoções no varejo. De acordo com ele, muitas empresas mantêm descontos desde o ano passado, o que pode comprometer a saúde financeira dos negócios. “Esse excesso de promoção acaba refletindo nos custos da empresa. Dependendo do produto, isso se torna um problema”, alertou. 

Na análise do dirigente, o alto custo operacional dos shoppings também influencia a estratégia das grandes lojas. Ele lembrou que o valor do aluguel é calculado por metro quadrado, o que pesa especialmente para lojas âncoras, que ocupam grandes áreas e geram muitos empregos. “São lojas que empregam mais de 50 pessoas. Às vezes, o lojista sente a necessidade de escoar parte do estoque para lojas de rua, onde não há custo com estacionamento e outras despesas operacionais”, afirmou. 

Apesar disso, Ciabotti ressaltou que os shopping centers continuam sendo importantes para o comércio, tanto pelo fluxo de consumidores quanto pelos benefícios estruturais oferecidos aos lojistas. Para ele, o desafio do setor está em encontrar equilíbrio entre custos, formatos de venda e o perfil de consumo da população, especialmente em cidades de médio porte como Uberaba. 

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