GERAL

Acidentes de trânsito são a segunda causa de morte entre jovens no Brasil

Em Uberaba, a PM registrou 4.326 acidentes, sendo 1.227 com vítimas; já o Corpo de Bombeiros atendeu a 2.098 ocorrências, sendo 1.215 casos de traumas

Thassiana Macedo
Publicado em 23/09/2015 às 17:08Atualizado em 16/12/2022 às 22:09
Compartilhar

 Acidentes de trânsito são a segunda causa de morte entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil, atrás apenas dos homicídios. O Brasil ocupa hoje o segundo lugar no ranking do Mercosul, sendo que a taxa de mortalidade subiu para 22,5 mortes por cada 100 mil habitantes. Em Uberaba, a violência no trânsito também é medida em números. Em oito meses, a Polícia Militar (PM) registrou 4.326 acidentes, sendo 1.227 com vítimas.

Conforme dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transporte (Sedest), um terço dessas ocorrências com vítimas envolveu motociclistas precisando da intervenção de viaturas de Resgate do Corpo de Bombeiros. Segundo o secretário Wellington Cardoso, o número acidentes de 2015 tende a ficar no patamar de 2014. Enquanto no ano passado houve 418 motociclistas envolvidos em acidentes graves, de janeiro a agosto deste ano foram registradas 465 ocorrências.

Os acidentes com vítimas atendidos pelo Corpo de Bombeiros superam os da Polícia Militar. Viaturas de Resgate foram acionadas 2.098 vezes no mesmo período, com 1.215 casos de traumas. Nas estatísticas do Corpo de Bombeiros figuram 49 atropelamentos em oito meses, contra 104 ocorridos em 2013, e 19 acidentes com ciclistas, sendo que as ocorrências do gênero somaram 72 no ano passado.

Wellington Cardoso ressalta que é preciso que a população, composta por motoristas, ciclistas, pedestres e motociclistas, se conscientize sobre seu papel no trânsito. “Já recorremos aos instrumentos que temos em mãos, que é a fiscalização tanto de nossa parte quanto da PM, mas um grande problema tem sido o excesso de velocidade. A cidade resiste à fiscalização por radar móvel, então usamos obstáculos, procuramos conscientizar os infratores com aulas educativas, visitas em escolas, participação de Sipats. Se o motorista não se conscientizar sobre os riscos que ele impõe aos outros e a si próprio e das implicações quando se fere ou mata alguém, não adianta”, alerta.

Nos casos de acidentes menos graves, a Justiça permite que a multa aplicável ao infrator seja convertida para a frequência em curso de reciclagem. Porém, de acordo com o secretário, dos infratores que têm esta oportunidade, de 20% a 30% jamais comparecem à aula.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por