GOLPE

Cliente faz “dia de beleza”, promete Pix e deixa salões sem pagamento

Investigada de 63 anos teria deixado dívida de R$ 855 em dois estabelecimentos; em um dos casos, alegou mal-estar antes de deixar o local

Publicado em 27/08/2026 às 15:47
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Uma mulher de 63 anos foi indiciada por estelionato após contratar serviços em dois salões de beleza de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e deixar os estabelecimentos sem efetuar o pagamento. Somados, os atendimentos custaram R$ 855.

Os casos aconteceram em abril, no Centro e no bairro Jardim Panorâmico. Conforme a investigação da Polícia Civil, a mulher passava pelos procedimentos e dizia que faria o pagamento por Pix, mas a transferência não era concluída. Depois, as responsáveis pelos salões acabavam bloqueadas no WhatsApp.

Em uma das situações, no dia 28 de abril, a cliente contratou spa dos pés, reconstrução capilar, corte e escova. A conta chegou a R$ 325. Ao fim do atendimento, ela teria dito que estava passando mal.

A proprietária do salão prestou auxílio e chegou a solicitar um carro por aplicativo para que a mulher pudesse voltar para casa. O pagamento, porém, não foi feito. Houve ainda tentativas posteriores de cobrança por mensagens, até que o contato do estabelecimento foi bloqueado.

O outro episódio havia ocorrido dez dias antes, em 18 de abril. Nesse caso, a mulher fez um procedimento de mechas, com valor de R$ 530, e também informou que pagaria pelo serviço via Pix. Segundo a apuração policial, a transferência não foi realizada e, depois das cobranças, a proprietária também foi bloqueada.

Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu as vítimas e a mulher, além de analisar mensagens e documentos relacionados aos atendimentos.

Em depoimento, a investigada confirmou que contratou os serviços sem ter dinheiro para pagá-los naquele momento. Sobre um dos atendimentos, alegou ainda que não havia gostado do resultado. Ela afirmou que pretendia negociar os valores e disse ter bloqueado os contatos devido à insistência das cobranças.

Para a Polícia Civil, no entanto, a repetição da conduta e as circunstâncias apuradas afastaram, em tese, a possibilidade de os episódios serem tratados apenas como um desacordo entre cliente e prestadores de serviço.

A mulher foi indiciada duas vezes por estelionato. O inquérito foi concluído e encaminhado para as providências cabíveis.

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