Wellington Cardoso adiantou que a corporação não será armada de imediato, sendo necessárias instruções sobre o uso e avaliação psicológica
Em pauta na Enquete JM durante a semana, o armamento da Guarda Municipal (GM) não dividiu opinião entre os votantes. Maioria massiva deles apoiou a medida, sendo que 80,1% dos votantes se posicionou favorável à posse de arma de fogo pela corporação.
O decreto que autoriza o porte de arma letal pela GM foi assinado pelo prefeito Paulo Piau e pelos secretários Rodolfo Cecílio Turkinho (Governo) e Wellington Cardoso Ramos (Defesa Social, Trânsito e Transportes), tendo sido publicado no dia 15 do mês de junho. Além de regulamentar o armamento da Guarda, o documento também define o porte de Carteira de Identidade Funcional.
De acordo com Wellington, todo o contingente, que hoje conta com 95 pessoas, passará por treinamento e testes para poder conseguir o porte. O secretário adiantou, ainda, que os guardas não serão armados de imediato. “Eles (os guardas) somente estarão armados depois de receber instruções suficientes e passarem por avaliação psicológica. Com certeza quando eles tiverem condições de usar o armamento, aí sim eles estarão armados”, orientou.
O secretário ainda enfatizou a necessidade destes agentes de utilizar armas letais, uma vez que eles lidam não só com trânsito ou fiscalização, mas também com prisões.
Apontada a possibilidade de abuso, o secretário acredita na necessidade de qualificação como forma de prevenção de incidentes. “Tudo é possível. Na medida em que você põe um homem armado com um porrete ou um revólver, obviamente ele poderá ter alguma ação de excesso que possa resultar em ação contra a Prefeitura”, adianta, lembrando o problema também abrange a Polícia Militar.