POLÍTICA

Bate-boca faz presidente encerrar a reunião do Legislativo antes da hora

A quinta sessão ordinária do mês de fevereiro na Câmara Municipal foi encerrada antes do prazo regimental, às 12h30, por conta de bate-boca entre vereadores

Marconi Lima
Publicado em 23/02/2016 às 07:54Atualizado em 16/12/2022 às 19:59
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Foto/Rodrigo Garcia

Vereador Borjão durante discussão com o colega Samuel Pereira, o que levou ao encerramento da sessão legislativa

A quinta sessão ordinária do mês de fevereiro na Câmara Municipal (CMU) foi encerrada antes do prazo regimental, às 12h30, por conta de bate-boca entre os vereadores Marcelo Borjão (DEM) e Samuel Pereira (PR).

Após a votação e aprovação do Projeto de Lei 216, de iniciativa de Pereira, que tratava da criação do Dia Municipal de Combate à Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus e outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, a ser lembrado no penúltimo sábado do mês de novembro. Borjão, antes de iniciado o processo de votação, manifestou voto contrário ao projeto.

Outros vereadores sugeriram que fosse acrescentado à redação o trecho e “outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti”. O complemento se deu após o vereador Franco Cartafina (PRB) lembrar que o mosquito também transmite a febre amarela.

Samuel disse que o projeto não era popularesco e que ele trabalha sério no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Ele até convidou os outros parlamentares para uma ação que fará no fim de semana com vistas à eliminação de focos do Aedes aegypti. Ao concluir a votação, Samuel chamou a atenção de Borjão. “Eu respeito muito o senhor...”; antes de concluir, Borjão rebateu: “Não aceito interferência no meu voto...”.

O bate-boca se estendeu, por várias vezes e o presidente da Câmara, Luiz Dutra (PMDB), tentou acalmar os ânimos e retomar a sessão, mas o “tiroteio verbal” entre Borjão e Samuel não parou. Mesmo após Dutra determinar o fechamento do áudio dos microfones dos parlamentares, as farpas prosseguiram.

Samuel disparou. “Estou anunciando aqui que o vereador Borjão não será aceito no PR”. Borjão respondeu de pronto. “O senhor não manda no partido”. E Samuel devolveu. “Vamos ver se não mando”. Sem conseguir interromper o destempero verbal dos dois parlamentares, Dutra deu por encerrada a sessão antes do fim do prazo regimental e com dois projetos a serem apreciados. 

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