POLÍTICA

Câmara cobra definição quanto à implantação de cemitério-parque

Projeto que autorizou o empreendimento foi aprovado em regime de urgência em 2014, mas depois disto praticamente nada evoluiu no projeto

Marconi Lima
Publicado em 18/06/2016 às 07:29Atualizado em 16/12/2022 às 18:25
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Rodrigo Garcia/CMU

Vereador Marcelo Machado Borjão quer saber como estão sendo sepultados os mortos, se em 2014 a urgência era solicitada no projeto por causa da superlotação nos cemitérios existentes

No jargão popular, quando se constata que determinado assunto deixou de ser comentado em larga escala, diz-se que ele está “morto e enterrado”. Poderia até ser o caso do projeto que trata da criação do cemitério particular em Uberaba. Quando se imaginava que não entraria na ordem do dia, eis que alguém trata de desenterrá-lo.

No plenário da Câmara Municipal de Uberaba (CMU), esta semana, o vereador Marcelo Borjão (PR) questionou, por meio de requerimento, o posicionamento do Executivo quanto ao projeto referente à implantação do cemitério-parque em Uberaba. Segundo o parlamentar, em 2014 o Executivo alegava urgência da matéria, pois os cemitérios existentes estariam beirando sua capacidade máxima de sepultamento. "Estou cobrando a construção do novo cemitério, local cuja lei foi aprovada há dois anos. À época havia ’urgência’, pois, conforme a Prefeitura, Uberaba não teria onde sepultar seus mortos. Enfrentei até denúncias na Comissão de Ética por causa desse assunto”, destacou.

Borjão afirmou que a Prefeitura está pedindo outro projeto sobre cemitério que sequer foi discutido no plenário da CMU. O vereador questionou ainda sobre onde os sepultamentos estariam sendo realizados, qual o déficit real de túmulos no município e o que levou o Executivo a pedir a devolução do Projeto de Lei Complementar 31, que estava em tramitação desde 2015, que também se refere à modificação da Lei Complementar 380/2008.

Cemitério-parque. Em 2014 a CMU aprovou matéria que autorizava a implantação de um cemitério-parque no município. No ano passado o tema voltou à discussão, após Borjão ter dito que foram levantadas suspeitas de vereadores terem recebido vantagens para aprovar o projeto. O caso foi parar no Conselho de Ética da Casa, mas, segundo o colegiado, nada foi comprovado sobre as possíveis insinuações de pagamento de propina a parlamentares.

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