No caso dos quatro parlamentares com base eleitoral na região, apenas dois teriam que reduzir os gastos de campanha para não ultrapassar o limite
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Na última eleição proporcional, Caio Narcio declarou à Justiça gastos de quase R$4 milhões
Justiça Eleitoral divulgou o limite de gastos das campanhas eleitorais deste ano, bem como o limite quantitativo para contratação de pessoal. Para o cargo de presidente da República o teto será de R$ 70 milhões para o primeiro turno, valor que pode ser acrescido em R$ 35 milhões caso haja segundo turno.
O limite fixado às campanhas para deputado federal ficou em R$ 2,5 milhões. No caso dos parlamentares com base eleitoral na região, apenas dois teriam que reduzir os gastos de campanha. Segundo banco de dados da Justiça Eleitoral, Caio Narcio (PSDB) declarou total de R$3.987.657,71 em despesas na campanha em 2014 e Marcos Montes (PSD), R$3.180.491,28.
Por outro lado, Aelton Freitas (PR), Adelmo Carneiro Leão (PT) e Zé Silva (SD) já estariam dentro do limite estabelecido. O republicano informou gastos de R$1.811.334,70 à Justiça Eleitoral em 2014, enquanto o petista aplicou R$918.733,10 na campanha anterior e Silva R$1.418.401,59.
Para os cargos de deputados estadual ou distrital, o teto ficou fixado em R$ 1 milhão. Tanto Antônio Lerin (PSB) quanto Tony Carlos (PMDB) estariam de acordo com a regra. A prestação de contas de Lerin registra R$448.795,47 em despesas na eleição de 2014 e o relatório da campanha de Tony informa aplicação de R$330,567.77 para custear a campanha.
No caso das campanhas para governadores e senadores, o limite de gastos variam de acordo com o eleitorado de cada unidade da Federação. Em Minas Gerais, o teto no primeiro turno é R$ 14 milhões e R$ 7 milhões em caso de segundo turno. O valor está bem abaixo do que gastaram os candidatos em 2014. Naquele ano, o governador Fernando Pimentel (PT) comunicou despesas de R$52,2 milhões e o tucano Pimenta da Veiga declarou R$43,1 milhões em gastos.
O TSE também disponibilizou em seu portal o limite de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal, para serviços de militância e de mobilização nas ruas, tanto para a campanha presidencial como para as de senador, deputados e governadores. Em Minas, o teto para candidato a governador é de 4.454 pessoas. Para deputado federal, a quantidade máxima é 1.559 e o limite para os postulantes a Assembleia Legislativa é 780 contratados.