Foto/Jairo Chagas
Secretário José Renato Gomes diz que cidade teve pior resultado desde 2002 e o país desde 1993
Após tomar conhecimento do balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes, posicionou em nota oficial que Uberaba sofre os efeitos da crise nacional, mas defende que o impacto é menor do que os reflexos observados em Minas Gerais e no Brasil.
No texto encaminhado pela Prefeitura, o secretário afirma que o país registrou em 2015 o pior resultado dos últimos 23 anos, ou seja, desde 1992. Já em Uberaba os números mostram desde 2002. “O que demonstra que ainda estamos 10 anos a frente da média registrada no Brasil. Uberaba não é uma ilha, mas sofre menos com os problemas nacionais porque de três anos para cá estamos diversificando a nossa economia e conquistando empresas”, alegou.
Gomes também argumentou que, na somatória de 2013 a 2015, a cidade ainda conseguiu saldo positivo de 1.655 vagas. “Claro que os números não nos agradam, mas em economia é importante analisar certos aspectos. Nos últimos três anos, mesmo com o país em retração, tivemos um saldo positivo de 1.655 empregos – isso já computadas as perdas de 2015”, disse.
Ainda na nota, a Prefeitura também posicionou que as cidades que mais geraram empregos em 2014 foram as que mais sofreram no ano passado. O texto cita o exemplo de Nova Serrana, que fechou 2014 como a cidade que mais gerou emprego em Minas e ficou na penúltima posição em 2015. Outro caso foi o de Belo Horizonte, na última posição do ranking estadual. Contagem, Betim e Uberlândia também foram mencionados no material distribuído à imprensa, pois ficaram em posição inferior à de Uberaba na classificação.
“Não sabemos o efeito da crise para 2016, mas sabemos que estamos trabalhando muito e conquistando empresas como nunca na história de Uberaba. Muitas que ainda nem anunciamos. Mesmo que venhamos a perder mais vagas, com certeza ainda estaremos a frente dos números nacionais. Como otimista e vendo o trabalho que estamos desenvolvendo, espero número melhores”, encerrou o secretário.