POLÍTICA

Cohagra usa tecnologia ‘QR Code’ para fiscalizar ocupação de casas

Sistema será colocado em 500 unidades do programa Minha Casa Minha Vida no Jardim Anatê

Gisele Barcelos
Publicado em 04/03/2016 às 07:52Atualizado em 16/12/2022 às 19:52
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Foto/Sebastião Santos

Novo sistema foi apresentado ontem a representantes do Ministério Público, Polícia Militar e da Caixa Econômica Federal

Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande) começa a implantação de tecnologia QR Code para reforçar fiscalização do programa Minha Casa Minha Vida. O código será instalado nas unidades pertencentes à faixa um do programa habitacional, disponibilizando os dados do beneficiário do imóvel e todas as informações do contrato para conferência dos fiscais no momento da visita.

De acordo com o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, os códigos serão fixados a partir da próxima semana nas 500 casas do Anatê, entregues em 2015. Ele explica que as unidades do conjunto Marajós, com inauguração prevista para este ano, já serão entregues aos beneficiários com o adesivo colocado. Em seguida, a tecnologia será estendida também aos imóveis do programa construídos nas administrações anteriores.

Jammal afirma que a Cohagra realiza um trabalho cuidadoso no momento da inscrição, porém ainda assim ocorrem falhas. Ele ressalta que a nova tecnologia será uma ferramenta para detectar irregularidades e assegurar o cumprimento do objetivo do programa habitacional.

Conforme o presidente da companhia, o aplicativo colocará nas mãos dos fiscais os dados do contrato, o número de filhos, o estado civil do beneficiário e demais dados do contrato. Assim, será possível constatar imediatamente se a pessoa contemplada pelo programa está realmente morando no imóvel.

“Essa fiscalização não tem como falhar. Se a casa estiver emprestada, alugada ou até vendida, automaticamente é formulada denúncia e encaminhada Ministério Público Federal, à Caixa Econômica ou Banco do Brasil para a retomada e remanejamento da unidade para uma família que se enquadre nos critérios do Minha Casa Minha Vida”, pondera Jammal.

O presidente da Cohagra informa que não houve custo com o aplicativo QR Code, pois o sistema foi desenvolvido pela própria Codiub. Além disso, ele acrescenta que parte dos aparelhos móveis para a fiscalização foi disponibilizada pelo MPF.

Até o momento, 30 imóveis foram retomados por irregularidades. Apenas no início deste ano, 12 unidades foram tomadas de volta pela Cohagra. Além das casas vazias, o trabalho abrange a comercialização clandestina de imóveis.

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