Durante a fase de discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Minas Gerais, os deputados estaduais se revezaram na tribuna para fazer cobranças ao Executivo. Entre eles, Antônio Jorge (PPS) considerou que o Estado, que passa por uma crise fiscal, tem sofrido com o contingenciamento na saúde, o que onera os municípios mineiros, que teriam que empenhar percentuais cada vez maiores para a área.
“Em algum momento, recairá a necessidade de tomarmos posicionamento a favor da Saúde. O posicionamento a favor do governo, por causa da questão fiscal, é contra a sociedade”, disse. Para ele, a Secretaria de Estado da Saúde poderá fazer pouco sem a certa correção dos recursos do orçamento para a área. O parlamentar foi apoiado pelos deputados Arlen Santiago (PTB) e João Leite (PSDB).
Para o deputado Sargento Rodrigues (PDT), o abandono do governo aconteceu não apenas na área da Saúde, mas também na Segurança Pública. Na sua avaliação, o governo é inconsequente e administra mal o Estado. Segundo ele, ao assumir o governo, Pimentel afirmou que o Estado tinha um déficit de R$ 7 bilhões, mas que, contraditoriamente, enviou à ALMG um projeto criando três secretarias extraordinárias e centenas de cargos comissionados.
Herança - Já na fase de declaração de voto ao projeto da LDO, o deputado André Quintão (PT) rebateu as críticas feitas pela oposição. Ele pontuou que o déficit do Estado já existia na gestão passada, embora seja papel daquele que governa apontar as soluções necessárias.
"O crescimento da receita em Minas está praticamente nivelado à inflação e o crescimento vegetativo da folha é maior que a inflação. Temos uma dívida do Estado de R$ 100 bilhões. Então, é fácil chegar e apontar os problemas", considerou o parlamentar, que afirmou que a reforma administrativa proposta vem para melhorar a gestão, não significando necessariamente uma economia direta de recursos.