Em coletiva de imprensa em um hotel na capital mineira na noite de ontem, Dilma justificou sua decisão de entrar na corrida eleitoral
Túlio Santos/EM/D.A.Press
Em entrevista coletiva, Dilma Rousseff se disse disposta a concorrer uma vaga no Senado
A ex-presidente Dilma Rousseff confirmou sua pretensão em participar do processo eleitoral em 2018. Em coletiva de imprensa em um hotel na capital mineira na noite de ontem, Dilma justificou sua decisão de concorrer a uma vaga no Senado Federal e não apenas seguir fazendo política como militante.
“Estou colocando a minha candidatura ao Senado. Ela não é ainda uma candidatura oficial. Só será oficial quando ela for registrada Eu estou fazendo uma consulta ao partido, às bancadas federais e estaduais”, disse.
A pré-candidata ao Senado ainda assinalou a prisão de seu padrinho político, o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um dos motivos que a levaram à corrida eleitoral. “Eu gostaria de dizer que me disponho a fazer isso, porque eu julgo que, diante do que está acontecendo com o presidente Lula, que é visivelmente um tratamento que desrespeita os direitos constitucionais de qualquer cidadão, que é o da presunção de inocência. O que se assiste é uma completa manipulação de procedimentos, de condutas, de instâncias jurídicas diferentes para o presidente Lula”, denunciou.
Dilma Rousseff é mineira e destacou sua decisão em concorrer pelo estado, que deixou não por opção, mas sim em decorrência do período da ditadura.
Oposição. Enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não anuncia se será candidato à reeleição, Dilma já tem como opositor o ex-deputado estadual Dinis Pinheiro (SD), anunciado como pré-candidato ao Senado na chapa tucana de Antonio Anastasia. Ao receber o apoio do Solidariedade nesta quinta, o pré-candidato ao governo de Minas afirmou que o estado "não admite aventureiros e muito menos paraquedistas", em referência à Dilma. Ao falar com a imprensa, Anastasia evitou a polêmica dizendo que não escolhe adversários.
Já Pinheiro não poupou críticas, dando o tom da campanha. "A história dela foi construída no Rio Grande do Sul. Esse negócio de candidatura arrumada de última hora não funciona aqui. Aqui não é Amapá, não é nenhuma senzala, nenhum curral eleitoral", disse fazendo referência ao ex-presidente José Sarney (MDB), que mudou o domicílio eleitoral para o Amapá para viabilizar uma vaga no Senado. Pinheiro classificou a vinda de Dilma como oportunismo e agressão à inteligência de Minas. "A vida política tem que ser feita por princípios e não por conveniência. O mineiro vai rechaçar isso com veemência. Mineiro vai eleger o mineiro."
*Com informações do jornal Estado de Minas e Folhapress