POLÍTICA

General mineiro comandará intervenção militar no Rio de Janeiro

Walter Braga Netto é natural de BH e sua carreira militar inclui 23 condecorações nacionais e 4 estrangeiras

Publicado em 16/02/2018 às 09:38Atualizado em 16/12/2022 às 06:18
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Reprodução/CML

General Walter Souza Braga Netto, que comandará a intervenção federal no Rio

 No início desta madrugada (16), o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, deixando a cargo do Exército a responsabilidade sobre as polícias, bombeiros e também a área de inteligência do Estado, tendo, inclusive, poder de prisão de seus membros. E quem comandará a intervenção é o general mineiro Walter Braga Neto, que, na prática, substituirá o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), na área de segurança. 

Walter Braga Netto nasceu em Belo Horizonte e, desde setembro de 2016, liderou o Comando Militar Leste (CML), responsável não só por Minas, como também Distrito Federal, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ao longo de sua carreira, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste.

Além disso, Braga Netto atuou também como Coordenador-Geral da Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do CML durante os Jogos Rio 2016. Além da atuação no Rio de Janeiro, o general também foi uma das lideranças que integrou a ação que envolveu as Forças Armadas na crise da segurança no Espírito Santo, em fevereiro de 2017. Ele possui 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras. 

Intervenção. A Constituição Federal exige que o presidente do Congresso Nacional convoque sessão para que as duas Casas Legislativas aprovem ou rejeitem a intervenção em dez dias. O decreto, que deve ser publicado ainda nesta sexta-feira, tem validade imediata. Enquanto vigorar, não pode haver nenhuma alteração na CF – ou seja, nenhuma PEC pode ser aprovada, que é o caso da Reforma da Previdência, que começará a ser discutida na segunda-feira (19) na Câmara Federal. Uma das ideias é suspender os efeitos da intervenção apenas por um dia, para viabilizar a votação da Reforma. Vale lembrar que a intervenção partiu de reunião no Palácio da Alvorada, cuja proposta foi feita pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e, mesmo que não seja exatamente uma novidade, a proposta foi desengavetada com o propósito de emplacar agenda popular, a sete meses e meio das eleições. Isso porque pesquisas apontam que a segurança é uma das principais preocupações da população, ao lado da Saúde.

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