Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas do Estado de Minas Gerais (Sinderc-MG) denuncia possibilidade de suspensão do serviço de refeições em hospitais, presídios e centros socioeducativos no Estado.
Ao jornal O Tempo, o presidente Eder Ribeiro Dias afirmou que o repasse de verbas para pagamento do fornecimento está atrasado desde março. “Sem o repasse do Governo, as empresas estão devendo seus fornecedores que também têm seus compromissos e a situação fica pior porque nos contratos dos presídios, por exemplo, o Governo exige, nas quatro refeições diárias, uma variedade de frutas, carnes, saladas e sobremesas. No caso dos hospitais, são seis refeições por dia para cada paciente”, afirmou.
As empresas ameaçaram cortar o fornecimento em março diante da falta de pagamento, mas o Estado prometeu sanar os débitos. Somente para o sistema prisional, são fornecidas um total de 160 mil refeições por dia, de acordo com o Sinderc-MG. Outras 18 mil refeições também são repassadas diariamente aos hospitais geridos pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig).
O diretor ainda afirma que a maioria das empresas já não tem mais condições de fornecer integralmente os cardápios contratados pelo Estado, diante da falta de pagamento. Isso porque, segundo ele, o Estado exige, nas quatro refeições diárias, variedade de frutas, carnes, saladas e sobremesas.
“Como o Governo não sinalizou com nenhuma possibilidade de acerto, as empresas não podem segurar seus funcionários, que já ameaçam não ir trabalhar e estão se mobilizando para uma paralisação coletiva. Estamos alertando que a situação é grave, pois a interrupção pode comprometer a segurança de todos, pelo risco de rebeliões nos presídios, e, nos hospitais pela vida dos pacientes, principalmente os que precisam de dietas especiais”, alerta Dias.
Em nota, a Secretaria de Administração Prisional (Seap) informou que “está em constante diálogo com a Secretaria de Fazenda, no intuito de regularizar o débito com a empresa fornecedora de alimentação para as unidades prisionais”. Ainda na nota, a secretaria diz ainda que “todos são feitos, de forma a evitar uma interrupção na entrega de alimentação aos presos”. A secretaria, no entanto, não informou o valor da dívida e também não deu prazo para que os pagamentos sejam regularizados.
*Com informações do jornal O Tempo