POLÍTICA

Legislador critica governo por possível distribuição de livro sobre sexualidade

Vereador Samuel Pereira afirmou que o governo tornou-se firme na busca pela destruição da família brasileira

Marconi Lima
Publicado em 29/01/2016 às 23:08Atualizado em 16/12/2022 às 20:18
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Em sua rede social, o vereador Samuel Pereira (PR) protestou contra o governo federal. O parlamentar afirmou que o governo “tornou-se firme na busca pela destruição da família brasileira; o mais novo ataque é a distribuição de livros que pregam a emancipação sexual das crianças para todas as bibliotecas da rede pública”.

Ainda segundo o parlamentar, essa iniciativa o faz questionar sobre a existência de uma quadrilha de pedófilos instalada em altos cargos do Ministério da Educação. “Pois obrigar a matrícula de crianças de 4 anos, por meio da LDB (Lei de Diretrizes e Bases), para doutriná-las com ensinos que estimulam a sexualidade precoce é uma canalhice!”, escreveu o vereador.

“Na Câmara Municipal de Uberaba, em parceria com o Conselho de Pastores Evangélicos de Uberaba e a Arquidiocese de Uberaba, trabalhei em conjunto com os demais vereadores para impedir a Ideologia de Gênero em nosso município e fomos bem sucedidos. Mas agora o Ministério da Educação, inconformado com as sucessivas derrotas, traz novos ataques. Jamais nos calaremos!”, frisou em seu texto.

Não é a primeira vez que surge manifestação a respeito do tema. Nos últimos dias, um vídeo compartilhado nas redes mostra um discurso do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Várias pessoas postaram mensagens a respeito do tema. No vídeo, Bolsonaro afirma que a obra é uma "coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem por sexo. É uma porta aberta para a pedofilia".

O Ministério da Educação, em nota, divulgou que não tem qualquer relação com o livro "Aparelho Sexual e Cia. - Um guia inusitado para crianças descoladas". Muitos apoiadores do parlamentar têm espalhado uma lista para sustentar a versão de que a obra "Aparelho Sexual e Cia." estaria chegando às escolas.

A respeitada revista Nova Escola, publicação da editora Abril, desmente a versão do deputado carioca. De acordo com a revista, a publicação consta da lista do Programa Livro Aberto.

Financiada pelo governo federal, esta lista é elaborada por especialistas em avaliação de acervos. O programa esteve em vigor apenas entre 2004 e 2012 e se destinava para bibliotecas públicas (que servem à comunidade, em várias cidades do país) e não para bibliotecas escolares.

As bibliotecas escolares servem aos alunos, professores, funcionários e pais e familiares. Elas têm foco no projeto pedagógico da escola. As bibliotecas públicas estão em vários pontos do país e oferecem informação e leitura para todos os públicos.

Ainda segundo a Nova Escola, é correto dizer que a obra "Aparelho Sexual e Cia." não consta de nenhum programa de distribuição de material didático.

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