POLÍTICA

Legislador vai tentar revisão do reajuste do pedágio em Uberaba e Delta no MPF

O vereador Kaká Se Liga garantiu que vai procurar o MP Federal em Uberaba para tentar reverter o reajuste na tarifa

Marconi Lima
Publicado em 03/02/2016 às 22:41Atualizado em 16/12/2022 às 20:14
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O vereador Kaká Se Liga (PSL) garantiu que vai procurar o Ministério Público Federal (MPF) em Uberaba para tentar reverter o reajuste na tarifa básica de pedágio autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o trecho da BR-050 nas praças de Delta e Uberaba.

Após tomar conhecimento, através do Jornal da Manhã, de que o Juízo da 3ª Vara Federal de Uberlândia proferiu decisão suspendendo o aumento do pedágio autorizado pela ANTT para o trecho da BR-050 compreendido entre Uberlândia e a divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás, o parlamentar disse que é inadmissível que Uberaba e Delta também não tenham seus valores revistos. “Não podemos aceitar que outras praças tenham sido beneficiadas e em Delta, na BR-050 e na rodovia Chico Xavier, onde fica a praça de Uberaba, os preços sejam majorados. Vamos procurar o Ministério Público Federal e solicitar que sejam tomadas ações para reverter o aumento”, frisou Kaká.

A assessoria de Comunicação da Procuradoria da República em Uberaba informou à reportagem do JM que ainda não há qualquer ação, procedimento ou reclamação referente ao reajuste das tarifas aplicado nas duas praças.

O aumento, que passou a vigorar em 16 de janeiro, foi de 32,89%, portanto, bem acima da inflação, que fechou 2015 em 10,67%. “Já tenho agenda marcada no Ministério Público e eu acredito que os promotores em Uberaba vão abraçar esta causa. Até porque acredito que não há justificativa para um aumento acima de 30%, uma vez que são necessárias muitas melhorias na rodovia”, ressaltou Kaká.

Uma das alegações do MPF em Uberlândia, na ação que resultou no cancelamento do reajuste, é que no trecho a partir daquela cidade até a divisa com o Estado de Goiás “não há sinalização e boa parte de sua cobertura asfáltica encontra-se em péssimas condições de trafegabilidade, com inúmeras deformações e buracos”. A explicação dada pela MGO é a de que o trecho ainda se encontra sob supervisão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O Dnit, por sua vez, afirma que não existe previsão orçamentária para as obras.

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