Dilma e Aécio protagonizaram ataques políticos pessoais e tiveram votação apertadíssima em cenário nacional, que culminou com a petista eleita
Após a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) confirmar seu nome na corrida eleitoral para o Senado Federal, agora é a vez de Aécio Neves (PSDB), que ainda é dúvida se também terá coragem de encarar as urnas este ano.
A interlocutores, o tucano tem dito que está reavaliando se ficará fora da corrida eleitoral e começa a mostrar inclinação a tentar a reeleição. Se for confirmada a disputa, os mineiros poderão ver a reedição do segundo turno da eleição presidencial de 2014, quando Dilma e Aécio protagonizaram ataques políticos pessoais e tiveram votação apertadíssima em cenário nacional, que culminou com a petista eleita com margem magra de vantagem.
Desta vez, porém, são duas cadeiras no Senado em jogo. Ou seja, ambos podem sair vitoriosos das urnas e podem ser colegas de bancada em Brasília. Pessoas próximas a Aécio contaram à reportagem do jornal O Tempo que o tucano está “animado” a ser candidato. A análise é que ele apresenta bons números em pesquisas eleitorais e que o fato de ele ser réu em processos de corrupção vai afetar a candidatura do senador Antonio Anastasia ao governo do Estado, independentemente de ele estar ou não na chapa. Nesse sentido, vale lembrar que Anastasia escolhe o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Dinis Pinheiro (Solidariedade) e ainda resta uma vaga na chapa tucana.
Além disso, a própria confirmação do nome de Dilma seria um fator decisivo para Aécio. Na avaliação no ninho tucano, pode ocorrer uma polarização entre PT e PSDB, o que poderia garantir a reeleição do senador. Outra opção analisada por Aécio é tentar cadeira na Câmara dos Deputados, mas a hipótese perdeu força na classe política.