A ex-presidente confirmou seu nome na corrida eleitoral para o Senado Federal e a representação foi apresentada por cidadão comum; PSDB nega ligação, mas cita inelegibilidade da petista
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A ex-presidente confirmou seu nome na corrida eleitoral para o Senado Federal e a representação foi apresentada por cidadão comum; PSDB nega ligação, mas cita inelegibilidade da petista
Tão logo quando a ex-presidente Dilma Rousseff colocou seu nome na corrida eleitoral de 2018 já começaram os pedidos tentando inviabilizar sua candidatura. A petista pode ter que enfrentar sua primeira batalha para ter seu nome nas urnas, já que teve uma representação contra sua campanha recebida pela Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais. Segundo o órgão, a representação foi feita por cidadão comum, advogado.
Publicação do jornal O Estado de S. Paulo de domingo apontou que o PSDB pretendia questionar a candidatura da ex-presidente ao Senado. Contudo, o presidente tucano em Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, nega que o partido esteja associado à representação do cidadão.
Contudo, no entendimento do deputado, o impeachment sofrido por Dilma pelo crime de improbidade administrativa a torna ficha-suja, o que a impediria de ter sua candidatura referendada, mesmo tendo resguardados seus direitos políticos em votação à época do impedimento.
“Caberá à Justiça Eleitoral se manifestar sobre o assunto, mas no momento certo, não agora. Se a candidatura vir a ocorrer, nós confiamos na Justiça. Acreditamos que é um papel que deve ser desempenhado primeiro pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela Justiça, se aceitam ou não o registro da candidatura de qualquer candidato, de qualquer partido, que tenha ficha suja”, disse o presidente do PSDB-MG à reportagem do jornal O Tempo.
Durante o processo de afastamento de Dilma, em agosto de 2016, o Senado votou por afastá-la do mandato de presidente, mas manteve a habilitação da petista para concorrer a cargos públicos. Na época, 42 senadores votaram a favor da inelegibilidade de Dilma, enquanto o número necessário para que o impedimento de oito anos valesse era de 54 votos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma não está inelegível por decisões do colegiado. Vale lembrar que há um ano, em junho de 2017, o tribunal decidiu pela improcedência de ação que pedia a cassação da chama Dilma-Temer.