O valor arrecadado, no entanto, foi insuficiente para cobrir o custo das melhorias promovidas no sistema viário, que totalizou R$ 7,6 milhões
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O uso do celular ao dirigir é uma das principais infrações e representa 24,18% do volume total de multas
Multas de trânsito resultaram na entrada de R$ 5,2 milhões para os cofres municipais em 2015, conforme balanço da Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte. O valor arrecadado, no entanto, foi insuficiente para cobrir o custo das melhorias promovidas no sistema viário, que totalizou R$ 7,6 milhões ao longo do ano passado.
Avaliando os 18 anos de vigência do Código Trânsito Brasileiro, o secretário de Trânsito, Wellington Cardoso, afirma que é necessária uma fiscalização mais eficiente do cumprimento das normas viárias. “A fiscalização não tem como estar em 100% dos locais onde as pessoas estão circulando. Ao mesmo tempo, nos poucos lugares que poderia estar, deveria ser mais atuante e efetiva, visto que dados estatísticos revelam que a cada 10 mil cometimentos de infração, um é autuado”, ressalta.
Além disso, o titular da pasta analisa que aprimorar a forma de notificação das infrações de trânsito é outra prioridade para o controle das infrações. “Precisamos evoluir para os meios eletrônicos e tecnológicos, não mais utilizar notificação pessoal pelo correio como ocorre hoje em dia”, salienta.
Ainda segundo os dados da Secretaria de Trânsito, o uso do celular ao dirigir é uma das principais infrações cometidas pelos motoristas e representa 24,18% do volume total de multas. A ausência do cinto de segurança e o avanço de sinal vermelho correspondem, respectivamente, a 5,69% e 3,38% das penalidades aplicadas.
Para Cardoso, a situação demonstra a necessidade de uma revisão na classificação das infrações. Ele afirma que já houve conquistas com o endurecimento da punição para quem dirige após consumir bebidas alcoólicas, mas ainda existem outras práticas que precisam ser punidas de forma mais adequada. “Como aceitar que seja considerada como infração de natureza leve dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança”, questiona.