Agência reguladora abriu nova consulta pública sobre proposta de reajuste na tarifa de manejo dos resíduos sólidos, mas não houve alteração quanto ao índice. Publicada esta semana, a minuta de nota técnica mantém parecer favorável ao percentual de 20,9558%, solicitado pela concessionária no fim do ano passado.
Uma consulta pública já tinha sido realizada em janeiro e recebeu seis manifestações contrárias ao reajuste proposto. Porém, desde então, não houve desdobramentos e o índice nem chegou a ser aplicado até o momento.
Segundo apurou a reportagem do Jornal da Manhã, foram solicitados documentos técnicos à concessionária e a empresa apresentou o material, sendo confirmados os dados anteriores. Mesmo assim, era necessário apenas cumprir a formalidade e publicar novamente a minuta de nota técnica para consulta pública.
Os interessados em participar agora têm prazo até 21 de abril para preencherem formulário eletrônico no site da agência reguladora e enviarem dúvidas, sugestões de melhoria e contestação à proposta de reajuste.
No documento, a agência reguladora posicionou que a tarifa de lixo reajustada passará a ser de R$1,1240 por metro cúbico de água consumida. Entretanto, a assessoria do Convale (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional) ressaltou que esse seria o valor integral que a concessionária receberia se tivesse cumprido as metas previstas nos primeiros cinco anos de contrato, o que ainda não aconteceu.
Impacto. De acordo com as informações do Convale, a empresa concessionária ainda recebe somente 78% da tarifa integral porque as metas iniciais não foram atingidas. Isso corresponde a R$0,769158 por metro cúbico de água. Sendo assim, aplicando o reajuste de 20,9558% sobre o valor parcial, a tarifa aumentaria para R$ 0,930341/m³.
Considerando apenas os imóveis pertencentes à primeira faixa com consumo mensal até 10 metros cúbicos, o montante referente à tarifa de resíduos sólidos deverá aumentar de, aproximadamente, R$7,69 para R$9,30 por mês quando o reajuste entrar em vigor.