(Foto/Ilustrativa)
Para dar seguimento à apuração da denúncia contra o Podemos por fraude na cota de gênero, 11 pessoas foram ouvidas ontem pela Justiça Eleitoral. As partes agora têm prazo para apresentarem as alegações finais, antes da manifestação do Ministério Público.
O partido foi acusado pelo União Brasil de colocar candidaturas femininas fictícias na chapa proporcional para tentar burlar a cota de gênero. Na peça inicial, foram denunciadas três candidatas que tiveram votação pífia na eleição do ano passado: Giselda Alves Figueira (4 votos), Erilda de Almeida (14 votos) e Rose Narciso (19 votos).
As três candidatas a vereadora investigadas por baixa votação prestaram depoimento na audiência, bem como o ex-presidente do Podemos, Elias Divino. Além disso, cada acusado arrolou duas testemunhas de defesa para buscar comprovar a realização de atos efetivos de campanha, apesar do número limitado de votos.
Ao todo, sete testemunhas foram ouvidas na audiência e uma pessoa foi dispensada pela Justiça Eleitoral. A acusação não arrolou pessoas para prestarem depoimento na audiência de ontem.
À frente da defesa do Podemos, o advogado Tarley Gambardela Pereira manifestou que as testemunhas relataram nos depoimentos a regularidade da campanha e foram apresentadas provas para demonstrar que as candidatas investigadas pediram votos até com registros nas redes sociais.
Em relação aos questionamentos devido à ausência de movimentação financeira, o advogado argumentou que o partido não destinou dinheiro para a campanha e a situação afetou até os homens da chapa proporcional. “Não foi algo unilateral das candidaturas femininas”, salientou.