Agregar ureia à planta de amônia é uma forma de fazer com que o empreendimento previsto para a cidade fique mais interessante à iniciativa privada
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Prefeito Paulo Piau e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, Altamir Rôso, com o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Hugo Repsold
Produção de ureia pode ser inserida novamente no projeto da fábrica da amônia em Uberaba. A proposta está em estudo na Petrobras para tornar o negócio mais atrativo a investidores privados, conforme informações repassadas ontem ao prefeito Paulo Piau (PMDB). O chefe do Executivo encabeçou comitiva com lideranças locais e se reuniu com a equipe técnica da petrolífera no Rio de Janeiro.
Quando as articulações em torno da fábrica começaram, em 2009, Uberaba disputava com Três Lagoas a construção de uma unidade para produção de amônia e ureia. No entanto, a decisão final da Petrobras foi implantar no Triângulo Mineiro uma planta apenas para fabricação de amônia. A unidade de amônia e ureia foi construída em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
De acordo com o prefeito, a Petrobras já confirmou a venda de ativos da área de fertilizantes, inclusive a fábrica em Uberaba. Por isso, o diretor de Gás e Energia da petrolífera, Hugo Repsold, ressaltou na audiência ontem que possíveis mudanças devem ser feitas no projeto para tornar o empreendimento mais atrativo no mercado e o novo contexto pode viabilizar a inclusão da produção de ureia na unidade local. Além disso, Piau conta que a tributação para a fabricação de fertilizantes no país e o preço do gás também pautaram a reunião ontem. Segundo ele, os dois fatores são essenciais para o interesse do setor privado em entrar no negócio.
O prefeito lembra que não há cobrança de imposto sobre o fertilizante importado, enquanto o ICMS pesa no produto nacional. Já o preço do gás pode ser uma vantagem para a importação de amônia e ureia, ao invés da fabricação no país. “São duas correções para viabilizar não só Uberaba, mas a produção de fertilizantes no país. Então saímos daqui com essa missão, evidentemente junto com a Petrobras e o governo federal, para dar as condições para que o investidor privado possa adquirir os projetos da Petrobras, que colocou esse ativo de fertilizantes à disposição para ser vendido”, salienta.
Presente à reunião no Rio de Janeiro, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso (PMDB), ressalta que a reanálise do projeto com a possibilidade de agregar a produção de amônia e outros produtos em Uberaba será uma medida importante para aumentar a competitividade do empreendimento. “Uma planta mais completa é mais competitiva. Ao melhorar a condição de produção de unidade industrial, teremos mais investidores interessados. Essa mudança é realmente para que se torne mais atrativa e o setor privado venha a investir e participar do negócio”, acrescenta.
Em relação à questão tributária, Altamir afirma que já existem estudos na esfera federal sobre a alíquota do ICMS que incide no preço do gás. Ele cita, inclusive, que uma alternativa seria a importação do gás e a distribuição do insumo sem cobrança de carga tributária entre os estados. O secretário salienta que está acompanhando o assunto junto ao governo federal e a questão também será articulada politicamente com as demais lideranças.
A comitiva liderada por Piau também contou com o deputado estadual Tony Carlos; o diretor da Cemig, Sérgio da Luz Moreira; o presidente da Câmara Municipal, Luiz Dutra; o vereador Samuel Pereira, e os representantes do G9 Nagib Facury (Fiemg/Uberaba), Roberto Veludo (Sinduscon) e Fulvio Ferreira (CDL).