POLÍTICA

Piau não crê que portas se fechem para Uberaba com saída do PMDB

PMDB oficializou rompimento com o governo Dilma e determinou aos seis ministros do partido que entreguem os cargos no Executivo até abril

Gisele Barcelos
Publicado em 30/03/2016 às 10:47Atualizado em 16/12/2022 às 19:31
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PMDB oficializou ontem rompimento com o governo Dilma Rousseff (PT) e já determinou aos seis ministros do partido que entreguem os cargos no Executivo até 12 de abril. Apesar do fim da aliança, o prefeito Paulo Piau (PMDB) não acredita que o governo federal fechará as portas para as demandas de Uberaba e de outros municípios capitaneados por peemedebistas.

Piau argumenta que a distribuição de recursos não pode levar em conta meramente questões partidárias, mas sim obedecer ao princípio republicano porque os cofres públicos são abastecidos pelo dinheiro dos impostos pagos pela própria comunidade. “Sair da base aliada não significa brigar, nem representa que não sairá mais nada [para as prefeituras do PMDB]. Temos o direito de pleitear”, salienta.

Ressaltando que acredita em uma conduta sem radicalismos, Piau também posicionou que esperar continuar transitando de forma livre em todos os ministérios em Brasília, mesmo com o PMDB fora do governo. Para o prefeito, a decisão do partido em romper com a aliança nacional foi tomada com o objetivo de buscar uma solução para a crise política e econômica instalada no país. “O PMDB é o partido da governabilidade e quero crer que está pensando melhor para o país”, disse, garantindo que seguirá a diretriz da sigla nacional.

Na segunda-feira (28), a executiva do PMDB de Minas Gerais já havia se manifestado a favor do rompimento com o governo Dilma e até declarou que entregaria cargos de segundo escalão em órgãos federais. No entanto, a decisão não envolveu a relação com o governador Fernando Pimentel (PT). Em visita a Uberaba na semana passada, o vice-governador e presidente mineiro do PMDB, Antônio Andrade, posicionou que não haveria interferência da questão nacional na aliança em Minas Gerais.

A decisão de afastamento já estava tomada desde a convenção nacional realizada no início de março, mas o PMDB decidiu dar uma espécie de “aviso prévio” ao governo. O anúncio oficial do rompimento é considerado como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista. Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O partido também detém até então o comando dos ministérios da Agricultura, da Aviação Civil, de Portos, de Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e da Saúde.

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